Festival da Couve de Valhascos. regressa nos dias 22 e 23 de novembro Foto arquivo: CMS

“Este festival gastronómico pretende valorizar a Couve de Valhascos, um produto local que se distingue pelo tamanho, cor, sabor e pela forma como se desenvolve apenas neste território”, destacou César Marques, dirigente da Associação Cultural e Desportiva de Valhascos, organizadora do evento.

Atribuindo as características da hortícola ao “microclima” da freguesia, o responsável explicou que a couve de Valhascos “é cultivada há décadas nas hortas da freguesia, beneficiando de um microclima único e de solos férteis”.

Condições que, acrescentou, conferem à hortícola “características exclusivas, como folhas de grande porte, repolho central compacto e textura suculenta”, tornando-a indispensável nas mesas natalícias e acompanhando pratos típicos da região.

Ainda segundo César Marques, o festival integra uma “estratégia de promoção do produto” e da tradição agrícola local, “incentivando novos produtores” a manter a cultura viva.

ÁUDIO | CÉSAR MARQUES, ASSOCIAÇÃO CD VALHASCOS:

O programa arranca no sábado, 22 de novembro, com a cerimónia de abertura às 19h00, seguindo-se, pelas 20h00, o tradicional Jantar da Couve de Valhascos com Azeite Novo, confecionado pelo Chef José Fernandes. A ementa destaca os sabores genuínos da região, com Sopa de Couve à Camponesa de Valhascos, Bacalhau com Couve de Valhascos, Azeite e Alho, e uma alternativa de Perna de Porco estufada com Couve de Valhascos. A sobremesa será de Valhascos e haverá ainda Café da Brasa com Sonhos de Limão. A noite termina em clima de animação com música ao vivo pelo grupo 2an2none Music.

No domingo, dia 23 de novembro, a festa continua com o Magusto de São Martinho, marcado para as 16h00, e a atuação do grupo de concertinas “Terra da Couve de Valhascos”, às 17h00, garantindo um ambiente de convívio e tradição.

Festival da Couve de Valhascos com Azeite Novo na ACD Valhascos. Créditos: CMS

O presidente da Câmara de Sardoal, Pedro Rosa, lembrou que, apesar de atualmente a produção não ter grande expressão económica, “no passado Valhascos foi um importante fornecedor de sementes” desta hortícola, tendo o município intenção de certificar o produto.

“Estamos a trabalhar para certificar o produto e estimular novos produtores, incentivando a expansão da produção e garantindo que esta tradição agrícola se mantenha viva, reforçando também o papel do azeite de Valhascos, com características próprias e de elevada qualidade”, afirmou Pedro Rosa.

ÁUDIO | PEDRO ROSA, PRESIDENTE CM SARDOAL:

Para o futuro, a organização vê o festival com “potencial de crescimento” e, de acordo com César Marques, a iniciativa poderá evoluir para cinco dias, alargando a participação da comunidade e de visitantes e reforçando a presença de novos produtores.

Couve de Valhascos. Créditos: mediotejo.net

A Couve de Valhascos tem sido alvo de diversos estudos genéticos, agronómicos, bem como das suas propriedades nutricionais e gustativas. Pertencendo à família das couves tronchudas, é uma couve de grande porte, e produz um repolho central, bastante compacto e pesado, de cor verde-escura.

Acredita-se que a sua qualidade está relacionada com a localização geográfica da aldeia, cujo terroir enaltece as suas melhores características, como atesta a reportagem efetuada pelo mediotejo.net (ver AQUI).

O evento decorre nas instalações da ACD Valhascos. As inscrições têm o valor de 25 euros para adultos e 15 euros para crianças dos 6 aos 12 anos, devendo ser efetuadas até ao dia 20 de novembro.

Os interessados podem inscrever-se no Café Ponto de Encontro ou na Junta de Freguesia de Valhascos, ou através dos contactos 967 145 035, 969 744 601 e 964 890 747.

A organização é da Associação Cultural e Desportiva de Valhascos, em parceria com o município de Sardoal e Junta de Freguesia de Valhascos.

C/LUSA

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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