Há dias, ao ler o relato da forçada anexação de vários países da centro europeu por parte das tropas do façanhudo José Estaline ou Zé dos bigodes, recordei a tática do salame, daí a esta crónica dedicada ao enchido parente do salpicão mas mais alongado ter sido realizada de imediato. Assim a escrevo.
O salame, palavra italiana a significar salpicão, seja de picado de carne de porco com picante e especiarias e/ou ervas aromáticas, seja de javali, vaca ou veado, fresco ou fumado, italiano, francês, dinamarquês, húngaro ou polaco, recordo os mais conhecidos, detentores de selos de qualidade e proveniência, servem-se finamente fatiados, a sós ou empregues em guarnições de múltiplos matizes – queijos, carnes fumadas, enchidos, peixes em conserva, fumados e frescos –, ainda vegetais e frutas, é saboroso em todas as circunstâncias.
O mesmo não podemos dizer quanto ao salsicheiro aldrabão e chacinador de povos, o tal Estaline.
Ele salamizou povos e nações após a II Guerra Mundial com o fechar de olhos de Roosevelt e Churchill no decurso da conferência de Ialta. Uma atroz indignidade!
