Salada de fruta. Foto: DR

O universo das saladas é múltiplo, colorido e a exercitar as papilas gustativas. As saladas podem ser simples e compostas, cuja diversidade é enorme até porque os chefes famosos trabalham no sentido de criarem uma salada capaz de os conduzir ao Olimpo e os firmarem para a posteridade.

As saladas de frutas são sobremesas frias, compostas por frutos pequenos – amoras, cerejas, ginjas, bagos de uva – ou frutos maiores cortados às rodelas, aos quartos e em dados. Por norma estas saladas são aromatizadas com uma calda de sumo de laranjas, baunilha, ou limão. Há amigos de lhe acrescentarem licores, conhaques, águas de vida ou aguardentes.

Os frutos são apresentados crus, porém, podem ser cozidos e depois arrefecidos. Assim o prescreve a Bíblia Larousse. Existem variadíssimas saladas de frutas, as macedónias, os cocktails e simplesmente fruta fresca. As saladas podem ser acompanhadas por bolinhos secos, sem esquecer as excentricidades ao gosto de cada qual.

A época calmosa fica menos áspera e irrequieta no ânimo das pessoas se estas consumirem saladas de frutas pois acalmam as irritações provenientes dos efeitos solares.

No tocante a bebidas sou favorável aos vinhos intranquilos rosês e brancos, na sua falta brancos capitosos, perfumados, elegantes e frescos. Na chancela TEJO há muito por onde escolher. Relativamente a horários de consumição de saladas de fruta, os ressacados noctívagos saboreiam-nas antes de irem dormir, os arredados do bródio da noite têm o dia inteiro para deliciarem as papilas e palato saboreando-as sem pressas até as ondas de calor passarem e nos deixaram em paz e sossego.

Na literatura picaresca diz-se que uma boa salada deve ser executada por um louco e mexida por um cego!

Armando Fernandes é um gastrónomo dedicado, estudioso das raízes culturais do que chega à nossa mesa. Já publicou vários livros sobre o tema e o seu "À Mesa em Mação", editado em 2014, ganhou o Prémio Internacional de Literatura Gastronómica ("Prix de la Littérature Gastronomique"), atribuído em Paris.
Escreve no mediotejo.net aos domingos

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