Trata-se de carne para assar, de vaca, de várias partes, em troços redondos destinados a serem assados em cozedura lenta e regular de modo a o rosbife ficar tenro, por isso após ter sido cozinhado deve ficar a repousar durante quinze a vinte minutos, apresentando-se com a cercadura seca e o interior rosado e húmido. Se quiser experimentar solicite no talho o corte do rosbife, lardeando-o e a sangrar. O tempo de (assadura) cozedura a 220º não deve exceder os cinco minutos, a 200º aconselha-se quinze a vinte minutos. A carne ganha se receber dois ou três dentes de alho. Os molhos de acompanhamento variam muito, no entanto, os puristas defendem o uso de um molho proveniente de rábano silvestre. Além desse molho aprecio rosbife na companhia de um esparregado e batatas fritas. Assim aconteceu na semana passada no restaurante Sete Saias (Telheiras), do mesmo modo no Galeto e na Pastelaria Versalhes, no Saldanha. Refiro estes restaurantes porque os rosbifes neles servidos agradam-me, noutros lados não posso afirmar o mesmo.
Quinta da Alorna, 2015
Eis um tinto que na minha opinião acompanha na perfeição um rosbife seja da chã de fora, da aba, da alcatra ou da rabadilha da vaca, importa ter sido de modo a ficar com uma crosta seca e um interior húmido e ligeiramente rosado.
Este tinto proveniente de uma laureada casa produtora de vinhos ribatejanos – Quinta da Alorna – da denominação TEJO, fruto do enlace de uvas das castas Castelão, Tinta Roriz, Alicante Bouschet e Syrah, salienta-se pela pujança dos aromas a fruta madura, negra, algum mineral e no palato provoca agradáveis sensações de elegância e harmonia num beber guloso com um final prolongado a deixar boas recordações à memória. Trata-se de uma colheita de 2015, com 13º de volume. O leitor se ainda o encontrar não o deixe na prateleira.
