A centenária festa da Benção do Gado regressa a Riachos em 2026. Foto arquivo: Luís Ribeiro

A organização da Festa da Bênção do Gado anunciou hoje a abertura das candidaturas para a ocupação de espaços no recinto do evento, convidando associações, empresas, coletividades e particulares a participar naquela que é uma das celebrações mais emblemáticas da freguesia de Riachos.

Os interessados podem candidatar-se para explorar espaços de restauração, cafés, bares ou outras áreas de animação durante o período da festa. As candidaturas devem ser submetidas através do formulário disponível no site oficial do evento, em bencaodogado.pt/candidaturas, onde também é possível aceder diretamente à área dedicada ao processo de inscrição.

A Festa da Bênção do Gado regressa este ano a Riachos, no concelho de Torres Novas, mantendo viva uma das mais importantes e emblemáticas tradições da freguesia. Realizada de 4 em 4 anos, esta grande celebração popular terá lugar de 24 de julho a 3 de agosto, assinalando mais um momento alto da cultura e identidade local.

Reconhecida como a maior festa tradicional de Riachos, a Festa da Bênção do Gado é o resultado de meses de preparação e do trabalho dedicado de toda a comunidade. Desde a comissão organizadora até aos muitos voluntários envolvidos, todos contribuem de forma empenhada para garantir o sucesso deste evento que acontece a cada quatro anos.

A centenária festa da Festa da Benção do Gado regressa a Riachos em 2026. Foto arquivo: DR

Os preparativos incluem a decoração das ruas, a organização dos diversos espaços da festa, a coordenação dos artistas e a preparação de todas as atividades que fazem desta celebração um momento inesquecível para habitantes e visitantes.

Mais do que uma festa, a Bênção do Gado é um símbolo da ligação de Riachos às suas raízes, à fé e às tradições que passam de geração em geração. A programação completa da Festa da Bênção do Gado 2026 será anunciada em breve, segundo a organização.

A centenária festa da Festa da Benção do Gado regressa a Riachos em 2026.
Foto arquivo: Luís Ribeiro

A Festa da Bênção do Gado é uma celebração ancestral ligada à identidade rural de Riachos, refletindo a história e os costumes das suas populações.

Dedicada a S. Silvestre, protetor dos lavradores, dos campos e dos animais, a festividade teve grande regularidade no início do século XX, realizando-se quase todos os anos, sobretudo em junho, antes das colheitas.

A partir da década de 1930, porém, passou a ocorrer apenas em ocasiões especiais, sempre que a comunidade e a Sociedade dos Cingeleiros (antiga associação de apoio mútuo de agricultores e criadores de gado) consideravam oportuno promover a tradição.

Foto: DR

Coincidindo com a inauguração da luz elétrica na então aldeia e com a inauguração da Casa do Povo (instituição) realizou-se em 1937 aquela que foi considerada a primeira grande Festa da Bênção do Gado, voltando a repetir-se o sucesso só após 16 anos, em 1953. Depois, em 1966, 1973, 1985 e 1993.

Desde 1966, a procissão do Senhor Jesus dos Lavradores tornou-se um dos momentos centrais da Festa da Bênção do Gado. A imagem, que a lenda diz ter sido encontrada na Idade Média por lavradores riachenses enquanto aravam os campos do Espargal, passou então a integrar a celebração.

Atualmente, encontra-se na Igreja de Santiago, em Torres Novas, sob guarda da Misericórdia.

Foto: DR

Apesar da importância da procissão, o ponto alto da festa continua a ser o grande Cortejo da Bênção do Gado, símbolo máximo desta tradição. A ele juntam-se os espetáculos noturnos, as atividades taurinas e as ruas decoradas, que completam o ambiente festivo.

“Em 2026, celebramos mais uma edição desta festa centenária, honrando o passado enquanto olhamos para o futuro, garantindo que esta tradição continue a ser transmitida às próximas gerações”, refere a organização no site do evento.

Como é habitual o programa da Festa de 2026 integra o Cortejo da Benção do Gado, cerimónias religiosas, espetáculos musicais, gastronomia regional, animação infantil, atividades coletivas, decoração das ruas da vila, exposições culturais, eventos tradicionais, desporto e animações.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *