Se chapéus há muitos, lembrava o saudoso Vasco Santana, no tocante a pincéis acontece o mesmo. No caso em apreço – pincel na cozinha –, trata-se de um pincel com cabo, de seda ou nylon, cujo desempenho culinário se prende com a barragem de carnes com manteiga líquida ou óleo antes de irem grelhar, ficando a continuidade das pinceladas ao cuidado e talento de quem cozinha os produtos, sejam carnes, peixes, mariscos, ovas e legumes. Em pastelaria pincelam-se doces e confeitos antes de irem ao forno com ovos batidos.
O pincel também se usa a fim de pincelar tachos, formas, travessas e pratos destinados a cozinhados que necessitem de gorduras ou adereços ornamentais.
Como é sabido no tocante a embelezar comeres a nossa imaginação é versátil, pensemos na nossa doçaria conventual, monacal e popular. Existindo numerosos modelos, penso ser preferível deixar a experimentação/experimentar conforme o experimentador quiser!
Alguns Museus mostram preciosas obras artísticas, na Biblioteca Municipal de Santarém podemos observar e perscrutar várias, entre as quais da famosa Josefa de Óbidos. Na doçaria rural o arroz-doce é decorado com as mãos, ou seja, os dedos são pincéis.
