Pernil assado. Foto: CyberCook

Só mesmo os respeitadores do interdito religioso e/ou prescrição médica são relapsos ao consumo de carnes porcinas, a sua sapidez deu e vai continuar a suscitar textos, vídeos, documentários nos quais as hossanas e louvores às suculências das ditas carnes levam mulheres e homens ao deslumbramento gustativo.

Nesse rol encontra-se o pernil assado, seja comido acompanhado apenas de pão, seja dos mais variados acompanhamentos. Os lambões lambem os beiços, após o terem deglutido a sós, preferindo o mote do adágio: mais vale só que mal acompanhado…

Estamos na época das matanças, daí o alvitre de assar no espeto ou no forno uma boa porção de pernil cravejado com dentes de alho durante 25 a 30 minutos, servindo-o com esse molho na companhia de feijões manteiga, os apurado puré de legumes, para os não abstémios lembro um bom vinho tinto, robusto de final prolongado.

Se sobrar pernil é refrigério espiritual contra as más notícias, especialmente as de cunho monetário.

Armando Fernandes

Armando Fernandes é um gastrónomo dedicado, estudioso das raízes culturais do que chega à nossa mesa. Já publicou vários livros sobre o tema e o seu "À Mesa em Mação", editado em 2014, ganhou o Prémio Internacional de Literatura Gastronómica ("Prix de la Littérature Gastronomique"), atribuído em Paris.
Escreve no mediotejo.net aos domingos

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