Ave de grande beleza, interdita na cozinha judaica por essa razão (a feérica plumagem), na Idade Média era servida assada sem pele, em aparatoso cerimonial, tendo surgido na mesa do Imperador em banquetes de ostentação e regozijo afirmativo do poder.
Um banquete cujo elemento primacial fosse aquela maravilhosa ave, esta era trinchada pelo conviva mais ilustre, tendo o cuidado de não colocar em causa a plumagem posta após a assadura a fim de o referido cerimonial se manter até ao fim o qual era alvo de um voto de realização de algo em honra da dama de cada participante no ágape ou de Deus.
Pouco a pouco, os pavões deixaram de ser consumidos, contentando-nos em admirá-los e ouvir os seus estrídulos «cantares».
