Esta ave, interdita aos judeus enquanto alimento, porque o Talmude considera que pela sua plumagem de enorme beleza não foi destinada para ser comida, mas sim para ser contemplada. E a lei mosaica assim o determina.
O pavão está associado aos banquetes medievais de grande cerimonial, festas de convivialidades que duravam horas, daí ser usual na mesa do Imperador Carlos Magno. O engenho e arte dos cozinheiros levava os pavões assados com mil cuidados a serem apresentados ostentando as suas voluptuosas plumas, pescoços e caudas.
Um cozinheiro medieval, de nacionalidade francesa, elogiou as carnes dos pavões e cisnes. Os elogios não determinaram o aumento de consumidores destas aves, antes pelo contrário, os cisnes continuam a soltar lúgubres pios, os pavões a erguerem as caudas em leque, porém não constam das cartas de comer dos restaurantes. Nem nos excêntricos de cariz oriental. Ainda bem!
