O presidente da Câmara Municipal de Ourém, Luís Albuquerque, confirmou ao mediotejo.net que solicitou esta manhã ao governo a declaração de “estado de calamidade” no concelho, devido aos elevados danos provocados pela passagem da depressão Kristin.

Apesar de não ter recebido resposta do governo até ao momento [13h30], Luís Albuquerque foi peremptório: “Não me passa sequer pela cabeça que Ourém possa ficar de fora de uma lista de municípios em que seja decretado estado de calamidade…! A situação aqui é indiscritível, acho difícil haver pior… esta é seguramente uma das zonas mais afetadas em toda a região.”

O primeiro-ministro disse esta manhã que o governo ia declarar “estado de calamidade” nas zonas mais afetadas pela depressão Kristin nos distritos de Leiria e Coimbra, não deixando claro se outros concelhos, nomeadamente os do Médio Tejo, pertencentes ao distrito de Santarém, estarão incluídos.

Ourém faz fronteira com o distrito de Leiria, tal como Ferreira do Zêzere, outra das zonas mais fustigadas por ventos ciclónicos na madrugada de quarta-feira, e que já recebeu indicação de estar incluído na listagem de municípios a considerar em “estado de calamidade” pelo governo, tal como o mediotejo.net noticiou.

Luís Albuquerque lançou ontem o primeiro alerta para a difícil situação do concelho, descrevendo-o como estando “quase isolado do resto do mundo”, por não haver praticamente comunicações. Além disso, ao final da tarde “cerca de 20 mil pessoas” estavam ainda sem eletricidade e sem água.

Sou diretora do jornal mediotejo.net, diretora editorial da Médio Tejo Edições e da chancela de livros Perspectiva. Sou jornalista profissional desde 1995 e tenho a felicidade de ter corrido mundo a fazer o que mais gosto, testemunhando momentos cruciais da história mundial. Fui grande-repórter da revista Visão e algumas da reportagens que escrevi foram premiadas a nível nacional e internacional. Mas a maior recompensa desta profissão será sempre a promessa contida em cada texto: a possibilidade de questionar, inquietar, surpreender, emocionar e, quem sabe, fazer a diferença. Cresci no Tramagal, terra onde aprendi as primeiras letras e os valores da fraternidade e da liberdade. Mantenho-me apaixonada pelo processo de descoberta, investigação e escrita de uma boa história. Gosto de plantar árvores e flores, sou mãe a dobrar e escrevi quatro livros.

Entre na conversa

1 Comment

  1. É nestas situações que o estado tem de ser exemplo ..
    O governo tem de ter orçamento para socorrer TAMBÉM…
    OS PORTUGUESES…

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *