Ourém atribuiu um voto de louvor a Ana Sofia Costa, que se sagrou este mês campeã do mundo de boccia. Foto: DR

A Assembleia Municipal de Ourém deliberou, por unanimidade, atribuir um voto de louvor a Ana Sofia Costa. A atleta, utente do Centro João Paulo II, em Fátima, tetraplégica e diagnosticada com distrofia muscular aos dois anos, sagrou-se este mês campeã mundial de boccia, no Rio de Janeiro.

Na final da classe BC3 feminina, Ana Sofia Costa, que conta com Celina Gameiro como parceira de competição, acompanhante e operadora de calha, bateu a australiana Jamieson Leeson, por 6-2. Em maio, no mesmo local, Ana Sofia Costa, que é treinada por David Henriques, já tinha conquistado a Taça do Mundo da modalidade.

A atleta, que desde 2019 tem tido uma presença regular nos estágios e competições internacionais ao serviço da seleção nacional de boccia, “enfrentou com empenho, dedicação e uma elevadíssima capacidade de superação todos os obstáculos inerentes ao campeonato”, pode ler-se no voto de louvor.

“Pela conquista da Medalha de Ouro no Campeonato do Mundo de Boccia e pela dedicação e entrega ao serviço do desporto, afirmando-se como um exemplo de resiliência junto da juventude e comunidade desportiva do concelho de Ourém, a Assembleia Municipal de Ourém propõe a atribuição de um voto de Louvor a Ana Sofia Costa”, tendo mesmo sido aprovado por unanimidade.

O boccia destina-se a atletas com deficiência motora (paralisia cerebral em cadeira de rodas, ou doenças neuromusculares), podendo ser disputado individualmente, em pares ou por equipas de três elementos, sem divisão por sexos.

Já em reunião de executivo, o vereador Rui Vital havia enaltecido as conquistas desportivas de Ana Sofia Costa, recém-sagrada campeã mundial de Boccia, bem como de Patrícia Silva e Tomás Silva, campeões nacionais de tiro com arco ao serviço do Juventude Ouriense.

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Mário Rui Fonseca

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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