É um prato originário da cozinha italiana, mais propriamente de Milão, composto por fatias de carne estufadas com vinho branco, cebola e tomate. Diz-se osso-buco por via de a carne ser removida de um osso com buraco.
De modo geral este prato serve-se acompanhado por massa. Hoje, mercê da globalização, o osso-buco é outro prato universal da cozinha transalpina que concebeu este apelativo guisado ao qual os artistas, os cantores e músicos de ópera lhe acrescentaram fama e reconhecimento.
A dita universalização é a prova provada de o engenho e talento superarem muros e barreiras, sejam de natureza linguística, sejam de cunho territorial ou político.
Nos dias correntes o osso-buco é objecto de toda a sorte de composições culinárias desde que a massa, a carne vinda de osso com buraco, a cebola e o tomate façam parte do preparo.
Pode-se afirmar, sem receio de desmentido, ser uma rutilante expressão da cozinha económica, a dos humilhados e ofendidos, os quais nada podiam perder, tudo tinham de aproveitar. É um prato da Idade Moderna. Porquê? O leitor faça o favor de averiguar!
