A Orquestra Júnior no Teatro Municipal de Ourém. Foto: André Roma

O Festival ZêzereArts tem andado pela região a levar música erudita a diversos espaços emblemáticos e históricos de Ferreira do Zêzere, Tomar e também Ourém, concelho estreante neste festival, responsável por acolher a primeira edição da Orquestra Júnior, a qual, tendo por finalidade abrir portas a alunos mais novos que ainda não estão preparados para a orquestra sénior do ZêzezeArts, “correu da melhor forma possível e imaginária”, conforme nos disse João Paulo Fernandes, diretor do estágio.

No total foram 29 os jovens músicos entre os 10 e 16 anos que participaram na Orquestra Júnior, naquele que foi um grupo “muito bom”, diz João Paulo Fernandes, explicando que se formou uma equipa, quase como uma família, tendo-se juntado aos alunos da região (de Ourém, Tomar ou Torres Novas) jovens vindos de Lisboa ou Óbidos.

Para o maestro João Paulo Fernandes, a criação desta orquestra é uma mais valia para os alunos mais novos, que podem assim integrar uma orquestra e entrar dentro do próprio festival, como para o próprio ZêzereArts, uma vez que se pode “criar uma ligação da orquestra jovem para a orquestra sénior”.

Foto: André Roma

Para que tudo corresse bem, também o apoio da Câmara Municipal de Ourém, “que abraçou o projeto da orquestra jovem desde o primeiro momento”, foi muito importante, conforme refere João Paulo Fernandes, dizendo que a integração de Ourém no festival não só tornou possível descentralizar um pouco a iniciativa como as condições criadas “foram excelentes”, referindo que o Teatro Municipal de Ourém tem “todas as condições para que se possa desenvolver um trabalho excelente neste tipo de projetos”.

Além da sala principal, o local dispõe de uma sala de estúdio, tem ar condicionado, as refeições eram servidas a 100 metros do local onde o grupo ensaiava, a piscina, para um pouco de lazer, encontrava-se também muito próximo do local, e os alunos tiveram oportunidade de visitar ainda o Castelo de Ourém, “tudo proporcionado graças ao apoio da Câmara Municipal de Ourém”, diz João Paulo Fernandes.

O estágio culminou com um espetáculo no dia 24 de julho, no Teatro Municipal de Ourém, onde os alunos puderam demonstrar tudo o que aprenderam no estágio, tendo conjugado os sons musicais, Daniela Neves (flauta), Mariana Flores (oboé), Eduarda Vieira e Cristiana Pouseiro (clarinetes), Micaela Santos (fagote), Luís Lopes e Gonçalo Chitas (trompetes), Sebastião Reis (trompa), Gonçalo Santos e Guilherme Oliveira (percussão), Maria João Fernandes, Pedro Francisco, Sofia Valentina, Beatriz Pereira, Madalena Filipe, António Carvalho, Filipe Rodrigues, Eva Assunção, Francisca Ferreira, Ana Melina e Clara Pereira (violinos), Lara Paulo e Gustavo Guapo (violas), Sofia Pinção, Mariana Gameiro e Emília Filipe (violoncelos), Lourenço Ferreira, Santiago Montes e Pedro Costa (contrabaixos).

O espetáculo foi ainda enriquecido através da participação das sopranos Natasa Sibalic e Catarina Santos e com a dança dos bailarinos da Academia de Dança Arabesque. A direção musical ficou a cargo de João Paulo Fernandes, a direção artística de Brian MacKay e a coordenação de naipes de Luís Pacheco Cunha e Carlos Ferreiro. A produção foi de Mariana Silva Godinho.

Foto: André Roma

Confiante na repetição do estágio em anos vindouros, João Paulo Fernandes deixa o convite a futuros alunos, afiançando que vão gostar de participar nesta que “é uma orquestra que tem todas as condições para crescer”, de olhos postos no exemplo da orquestra sénior do festival ZêzereArts.

Rafael Ascensão

Licenciado em Ciências da Comunicação e mestre em Jornalismo. Natural de Praia do Ribatejo, Vila Nova da Barquinha, mas com raízes e ligações beirãs, adora a escrita e o jornalismo.

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