Foto: Nersant

Apresentado como uma das economias africanas que maior crescimento económico tem verificado, Moçambique foi o tema de mais um café temático realizado pela NERSANT onde foram dadas a conhecer as oportunidades que este país apresenta para os empresários.

Para este evento, a Nersant convidou a consultora CESO que, na voz de António Santos, fez um retrato da economia moçambicana e das oportunidades de negócio aqui existentes. Moçambique, foi dito na sessão de networking, é um país com cerca de 23 milhões de habitantes e que vive de grandes projetos, essencialmente na área das infraestruturas, onde é deficitário.

É um país, continuou António Santos, muito alavancado no crescimento do setor privado, tendo no ano passado registado crescimento do PIB na ordem dos 6%. Em relação aos setores chave da economia moçambicana, foram referidos os Transportes, as Comunicações, os Serviços às empresas, a Construção, as Indústrias extrativas e os Serviços Financeiros, como alguns dos negócios com maior sucesso no país.

Após a pequena introdução do mercado de Moçambique, ouviram-se os testemunhos de dois empresários com vasta experiência neste país. Fernanda Mendes, da empresa de mobiliário de Ourém SEIVA, contou a sua experiência aos participantes: “Fui pela primeira vez a Moçambique em 2013 e voltei ao país em abril de 2015 com a NERSANT, para participar no Encontro de Negócios de Moçambique que a associação organizou. Estivemos em Quelimane e na Beira e posso afirmar que esta missão abriu portas ao negócio e existiram efetivamente algumas oportunidades”, disse a empresária, que voltou a Moçambique em agosto desse mesmo ano. “Neste momento já vendi alguns contentores para a Beira e em Quelimane surgiu entretanto uma oportunidade, pelo que terei de lá voltar em breve”, contou Fernanda Mendes, que deixou ainda uma ressalva: “sinto que há muitas oportunidades, mas são mercados que têm de ser acompanhados e trabalhados para que haja frutos no futuro”, advertiu a empresária, que contou com a concordância de António Campos, Presidente da Comissão Executiva da NERSANT, e que já liderou diversas ações de internacionalização da associação a este país. “Moçambique é um país muito interessante do ponto de vista dos negócios, e por isso este país continua a ser uma das nossas apostas. Mas a decisão de ir tem de ser bem pensada e bem trabalhada”, disse o responsável da NERSANT.

Foto: Nersant
Foto: Nersant

João Patinha, da Cidade PVC, empresa especializada na fabricação de caixilharia em PVC e Alumínio, já esteve várias vezes em Moçambique, uma delas através de uma missão empresarial a Moçambique, onde participou no Encontro de Negócios deste país organizado pela associação empresarial. O empresário contou que existem efetivamente oportunidades de negócio para as empresas portuguesas neste mercado, mas que é preciso ser persistente e não desistir do mesmo: “em Moçambique e em África no geral, o ritmo de trabalho é mais lento, pelo que as adjudicações acabam por demorar. Ficamos com a sensação de que perdemos o negócio, mas não é verdade. É importante ter uma área comercial na empresa que acompanhe estes processos e que estabeleça contacto pelo menos uma vez por mês”, alertou o empresário.

A NERSANT aproveitou a ocasião para lançar a missão empresarial a Moçambique que se vai realizar de 21 a 29 de maio e que terá diversas opções e formas de participação disponíveis para as empresas que a integrem.

Os interessados em saber mais sobre a Missão Empresarial a Moçambique ou qualquer outra ação de apoio à internacionalização da NERSANT, devem contactar o Departamento de Apoio Técnico, Inovação e Competitividade da associação, através dos contactos datic@nersant.pt ou 249 839 500.


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Entrou no mundo do jornalismo há cerca de 13 anos pelo gosto de informar o público sobre o que acontece e dar a conhecer histórias e projetos interessantes. Acredita numa sociedade informada e com valores. Tem 35 anos, já plantou uma árvore e tem três filhos. Só lhe falta escrever um livro.

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