Para lá dos jargões publicitários, as novidades são produtos hortícolas, frutos e legumes, que aparecem fora da estação, de um modo geral cultivados em estufa (pensemos nos dramas dos emigrantes em Odemira).
As novidades perderam importância em face da mais veloz velocidade dos transportes, como podemos observar e adquirir nas grandes superfícies que polvilham Portugal.
Outrora, as novidades (quantas vezes de inferior qualidade) eram disputadas (até aguerridamente) pelas senhoras endinheiradas para depois se ufanarem de «antes do tempo» já terem provado as …novidades. Estas extravagâncias provocavam espanto mormente nos meios urbanos de menor dimensão.
Os tratados referentes a plantas e outras espécies vegetais dão-nos conta dos «milagres prematuros» dos hortelões e jardineiros do Rei-Sol que, espantavam os cortesãos e embaixadores quando exibiam os resultados de tais cultivos e enxertias.
Os interessados ganham se flanarem em Versalhes e nos jardins botânicos criados muito por repto do «luminoso» rei. O nosso rei D. João VI, grande apreciador de frangos, fundou e impulsionou o magnífico jardim botânico do Rio de Janeiro.
