São cerca de 4500 entroncamentenses que não tem à data de hoje médico de família. O ponto de situação foi avançado pelo presidente da Câmara Municipal, que espera que o Agrupamento de Centros de Saúde do Médio Tejo resolva a breve trecho a situação com a contratação de mais profissionais.
Numa conferência no final do mês de março a propósito da saúde que envolveu entidades responsáveis como a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) e o Agrupamento de Centros de Saúde do Médio Tejo (ACES Médio Tejo), na qual o Município do Entroncamento marcou presença, foi feito o ponto de situação sobre os elevados níveis de população sem médico de família.
Na reunião do executivo camarário do Entroncamento de 5 de abril, o presidente do Município do Entroncamento, Jorge Faria, expôs a situação atual do concelho que governa, admitindo que a cidade tem conseguido “conseguido ter níveis sempre relativamente baixos, porque não tem havido dificuldades em contratar médicos de família para o concelho porque é uma unidade muito central”.
“A criação da USF do Entroncamento tem tido um impacto muito positivo na saúde do nosso concelho porque tem conseguido ter capacidade de resposta naquilo que são as necessidades do nosso concelho”, acrescentou.
Não obstante, existem atualmente 4500 pessoas sem médico de família no concelho, o que representa cerca de 23% da população entroncamentense.
“Neste momento, face a uma situação pontual de aposentação de dois médicos, estamos com cerca de 4500 pessoas sem médico de família. Foi-me garantido pela diretora do ACES, Diana Leiria, que os processos de recrutamento estão a andar e que conta a curto prazo substituir esses médicos”, acalmou o edil.
Porém, o futuro não se avizinha mais fácil, uma vez que há pelo menos três médicos que poderão “no espaço de um ano ou dois passar à reforma”, afirmou Jorge Faria.
Esperando que a situação atual seja “ultrapassada rapidamente”, o autarca disse que a questão das possíveis aposentações está já a ser trabalhada, no sentido de poderem vir a ser substituídos os profissionais que efetivamente venham a reformar-se a curto prazo.
Ao nível dos 11 municípios do ACES Médio Tejo estão atualmente 55 mil pessoas sem médicos de família atribuído. A falta de 31 profissionais de saúde agudiza-se, em boa medida, devido ao volume de aposentações em curso.
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