Alguns dos sócios fundadores da Confraria dos Templários no momento da assinatura da escritura. Foto: DR

Está oficialmente criada a Confraria Gastronómica dos Templários. A escritura pública, que teve de ser dividida em duas sessões por falta de espaço na sala, foi assinada pelos 17 sócios fundadores no dia 13 de outubro no Cartório Notarial de Sara Reis, em Tomar.

A ideia e os estatutos da Confraria foram estudados pelo médico António Vicente Martins (presidente fundador), residente em Ferreira do Zêzere, e pelo engenheiro Gilbert Lopes de Aguiar (vice-presidente fundador), residente na Torre, União de Freguesias de Casais e Alviobeira, concelho de Tomar.

A Confraria tem por objeto a preservação e valorização do Património Gastronómico. Apontam-se como três vertentes importantes a considerar: Doces conventuais e Regionais de Tomar, “Queijinho” de Tomar e Cozinha Tradicional Tomarense.

Queijinhos de Tomar. Foto: CM Tomar

Assinaram a escritura 17 sócios fundadores: António Vicente Martins, Gilbert Lopes de Aguiar, Maria Manuela Martins, Carlos Mendes Godinho, Manuel Ribeiro, Maria Teresa Afonso, Manuel Alberto Mendes, Maria Emília Silva, Manuel Henriques, Ana Cristina Maria, Alice da Assunção Mendes, João Leonardo Martins, Pedro Marques, José Mesquita Margarido, Manuel da Conceição Carvalho, João Paulo Capitão e Maria Rosalina Correia.

A Confraria tem sede em Santa Catarina, na freguesia de Casais e Alviobeira. O seu objeto social é “promover e divulgar os doces conventuais e regionais de Tomar e Região dos Templários, enquanto produtos tradicionais, de origem e proveniência certificadas”.

Pretende-se também “reabilitar e divulgar os “Queijinhos” de Tomar, Queijo de Areias e outros da região dos Templários, de características únicas, tão apreciados apoiando a eventual certificação”. De acordo com as tradições que passam de geração em geração, aposta-se em “promover a cozinha tradicional tomarense e da região dos Templários”.

A célebre panela das Fatias de Tomar irá fazer parte da entronização dos confrades nos Capítulos.

A Confraria propõe-se organizar, apoiar e incentivar eventos relacionados com o seu objeto, atividades lúdicas de interesse dos Confrades, nomeadamente “Capítulos” e “Mini Capítulos” da Confraria, publicações de estudos e monografias, de literatura e textos técnicos referentes às temáticas desenvolvidas no objeto, desenvolver atividades culturais, desenvolver ações na área da formação, entre outras iniciativas.

José Gaio

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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