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A Câmara Municipal de Vila Nova da Barquinha aprovou por unanimidade a proposta de um pedido de reforço à Loja Social, com o intuito de garantir o apoio a refugiados da Ucrânia. Esta medida traduz-se numa ajuda de 500 euros no mês de abril, de forma a fazer face às necessidades alimentares destas pessoas.

Foi na última reunião camarária que Fernando Freire, presidente da autarquia, começou por dar conta que o município está a acolher atualmente cinco refugiados (uma jovem de 19 anos e um menino de 13 anos com as respetivas mães e uma outra mulher), que estão instalados nas residências artísticas. Paralelamente, e de forma autónoma, instalou-se também no concelho, numa casa particular na Moita do Norte, uma família (duas crianças de dois e seis anos, a mãe e avós), que conta igualmente com o apoio do município no que toca ao registo no SEF e na obtenção de todas as credenciações necessárias.

Relativamente às pessoas instaladas nas residências artísticas, a autarquia está a dar um apoio total. “Estamos a falar de pessoas que chegaram com três ou quatro sacos na mão, portanto o apoio teve de ser dado de uma forma global”, referiu a vereadora Marina Honório (PS).

Quanto à família instalada numa casa particular, a edil afirmou que esta é uma situação diferente, uma vez que estas pessoas vieram de forma autónoma, em carro próprio, mas que “de qualquer maneira estão todos inscritos no SEF, está-se a aguardar que venha a documentação para se tratar do processo de pedido de rendimento social de inserção”.

Foi ainda explicado que as crianças estão a ter aulas da Ucrânia, através da internet, sendo que o ensino de português está a ser dado por uma professora voluntária que se tem deslocado duas vezes por semana às residências, garantindo assim uma primeira ligação ao português.

O executivo aprovou, por unanimidade, a proposta de reforço na atribuição social de 500 euros para o mês de abril, de forma a fazer face aos custos da aquisição de bens alimentares para estas famílias. A vereadora Paula Silva (PSD) questionou se havia previsões de haver mais apoios, ao que Fernando Freire respondeu que esta é uma situação em que não é possível fazer previsões, até porque estes refugiados podem querer regressar, pelo que a situação tem de ser avaliada mensalmente.

“O objetivo é mesmo a autonomização”, afirmou ainda Marina Honório, palavras corroboradas por Fernando Freire que referiu que o “objetivo é de facto que eles sejam integrados, isso é que é o ideal”, acrescentando ainda que estas pessoas “querem trabalhar mas enquanto o processo não estiver regularizado eles não podem fazer nada”.

Licenciado em Ciências da Comunicação e mestre em Jornalismo. Natural de Praia do Ribatejo, Vila Nova da Barquinha, mas com raízes e ligações beirãs, adora a escrita e o jornalismo.

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