O Ministro da Educação, João Costa, irá estar presente na manhã de quarta-feira, dia 10 de maio, em Abrantes, na inauguração do novo centro escolar da cidade, a Escola Básica Maria de Lourdes Pintasilgo (antigo Colégio de Fátima) e na inauguração das obras de requalificação da Escola Básica de Alvega (antiga E.B. 2/3 Dr. Fernando Loureiro), fazendo-se acompanhar da Ministra da Agricultura e Alimentação, Maria do Céu Antunes, ex-autarca da Câmara Municipal de Abrantes.
Os dois centros escolares acolhem alunos do jardim de infância e 1º ciclo, e foram colocados ao serviço da comunidade no início deste ano letivo, em setembro de 2022. As duas obras representam cerca de 4 milhões de euros de investimento e contaram com apoio de fundos comunitários.
O novo Centro Escolar de Abrantes resultou da requalificação do antigo Colégio de Fátima e passou a contar com a fusão de duas escolas primárias, a Escola dos Quinchosos e a Escola nº2 de Abrantes. A autarquia crê que este é um “projeto interessantíssimo para a cidade”, uma vez que motivou outras intervenções e inspira a criação de uma nova dinâmica no centro histórico.
Com intuito de servir pré-escolar e 1º ciclo, o antigo Colégio de Fátima, agora Escola Básica Maria de Lourdes Pintasilgo, em Abrantes, reabriu em setembro de 2022 com novas valências e equipamentos escolares.
Uma intervenção morosa, que iniciou em 2018, e que representa um custo acima dos 3 milhões de euros com financiamento aprovado no âmbito do Portugal2020 (na ordem do 1,2 milhões de euros), tendo sido executada pela firma TECNORÉM – Engenharia e Construções, S.A. Contou com projeto de Raul Reis Arquitetura e Planeamento Urbano, Lda.

Este colégio foi readaptado atendendo ao número de alunos que recebe, acima dos 200, uma vez que aglutina duas antigas escolas da cidade, Escola nº2 e Escola dos Quinchosos. Também o Jardim de infância que funcionava no edifício São João, transitou para este centro escolar. Por ocasião de visita às obras municipais em curso na cidade, o autarca Manuel Jorge Valamatos lembrou que, para a Escola nº2, a autarquia submeteu uma candidatura para a transformar em creche municipal. Já a Escola dos Quinchosos ainda não tem fim definido.
Quanto ao edifício do Jardim de infância de São João, Valamatos explicou que deverá servir a instalação de serviços municipais da área social, e também irão albergar as novas instalações da Agência Portuguesa do Ambiente, cuja atual sede tem parcas condições.
A escola tem refeitório próprio, com confeção no local. Dali passariam a sair refeições para outras escolas, segundo indicação da vereadora Celeste Simão.
Existem duas entradas para o centro escolar. A nova entrada faz-se dentro de uma galeria com gradeamento, protegendo as crianças na entrada e saída da escola.
Para o presidente da Câmara, o objetivo primordial é dar as “melhores condições possíveis para que todos tenham as mesmas oportunidades”, sabendo que se exigem condições diferentes para realidades, também, diferentes.

A escola conta com oito salas de aula, com instalações sanitárias nas extremidades. No arranque do ano escolar conta-se com a nova entrada e requalificação da Rua de Santa Ana. Posteriormente será concluído o novo acesso com ligação à Rua 5 de Outubro de 1910 e novo parque de estacionamento com 70 lugares nas traseiras da escola. Há ainda uma zona técnica e de adultos, com acesso pelas traseiras.
Também conta aquele centro escolar com duas salas multiusos/polivalentes para atividades extracurriculares.
O centro escolar está munido de painéis fotovoltaicos, e é considerado auto-sustentável. Toda a iluminação foi remodelada contendo luz led, situação que se verifica também na Escola de Alvega.
Com esta grande empreitada, existem salas de apoio à Expressão Plástica para o 1ºciclo, salas de atividades para o pré-escolar, Centro de recursos/Biblioteca, sala de professores/educadores, sala de pessoal não docente, gabinete de coordenação, sala para a Associação de pais, arrumos/arrecadação, refeitório e cozinha, sanitários (alunos, docentes, não docentes, pessoas com mobilidade reduzida), vestiários/balneários para alunos e não-docentes, gabinete de primeiros socorros, posto de segurança, pátio coberto para o recreio, parque infantil, campo de jogos, instalações técnicas, acessos para viaturas de emergência e abastecimento/cargas e descargas.
A requalificação da Rua de Santa Ana, por sua vez, vem melhorar as condições de circulação e de segurança para veículos e peões, permitindo ainda a drenagem de águas pluviais e subterrâneas, com construção de valetas, sumidouros, drenos e coletores, a par da repavimentação e construção de passeios em zonas de alargamento. Representa um custo superior a 150 mil euros.
Já o novo acesso ao centro escolar, pretende possibilitar o acesso rodoviário pela entrada norte, para tomada e largada de crianças, veículos de carga e descarga de alimentos e mercadorias, recolha de resíduos sólidos e urbanos, emergência e combate a incêndios.
A intervenção, na ordem dos 150 mil euros, implica a construção de muros de suporte de terras na área exterior ao centro escolar, de norte para sul, a poente dos terrenos da escola e ao longo de 73,284 metros, terminando na Rua de Santa Ana, junto da entrada para veículos no centro escolar.

Na escola de Alvega o objetivo foi conseguir dar “as mesmas condições de conforto e segurança” aos alunos, professores e não docentes à semelhança do que sucede no restante parque escolar do concelho. Mas a ideia é também captar alunos e fixar a comunidade educativa na União de Freguesias de Alvega e Concavada, freguesia ribeirinha a sul do concelho de Abrantes.
Lembrando ter lecionado Educação Física nesta escola em Alvega, o presidente da Câmara disse conseguir perceber as diferenças com a melhoria das instalações, desde logo com substituição de caixilharia, janelas e melhor isolamento térmico, substituição de pavimentos, colocação de tetos falsos, aplicação de novas pinturas e instalação de novos equipamentos.
O autarca assumiu ter sempre sido a favor da requalificação desta escola, reaproveitando o edifício. O objetivo era evitar que este ficasse ao abandono e sem uso, caso se construísse uma escola nova. Por isso também defende que as instalações públicas, nomeadamente antigas escolas primárias, devam ser cedidas à comunidade para “manter o equilíbrio e atividade”.
A empreitada contempla ainda a reabilitação do campo de jogos nas traseiras da escola, além da criação de duas rampas para pessoas com mobilidade reduzida/condicionada (uma para acesso ao piso 0/receção; outra para acesso à Sala Polivalente, no piso -1) e também um lugar de estacionamento para pessoas com mobilidade condicionada junto ao edifício.
A antiga Sala de EVT mantém o palco e está a ser convertido mantendo-se como ginásio. O refeitório, que antes juntamente com o bar estavam instalados no último piso (2), funciona agora na antiga sala de Ciências no piso zero, com readaptação para trazer o refeitório para o rés-do-chão.
A antiga Sala do Aluno foi remodelada, contando com novo tecto e instalações sanitárias e os balneários exteriores foram igualmente remodelados. As restantes salas foram ampliadas.

O centro escolar de Alvega fica equipado com uma sala de atividades para o pré-escolar, duas salas de aula para o 1º Ciclo, duas salas polivalentes, centro de recursos/biblioteca, refeitório, copa de preparação, sala de professores e sala para o pessoal não docente.
Também as instalações sanitárias foram todas reformuladas e adaptadas ao ensino pré-escolar e 1º ciclo, tendo sido criada uma wc para pessoas com mobilidade condicionada. No exterior também será criado um parque infantil.
Além disso, o autarca notou o investimento extra para arranjos exteriores, de mais de 100 mil euros, para o qual irá procurar-se apoio de fundos comunitários.
A intervenção teve um valor de adjudicação na ordem dos 441.800,00 euros + IVA, tendo contado com financiamento aprovado na ordem dos 421.631,88 euros. A obra foi levada a cabo pela firma João António Gonçalves Engenharia Unip, LDA e contou com projeto de Jorge Loureiro – Projetos e Engenharia e Arquitetura, Lda.
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