ALVEGA (Abrantes – 12,2 km, circular)

Com inicio e fim na localidade de Alvega, no decurso do qual se podem atravessar as localidades de Ribeira de Fernando e Monte Galego, o traçado desenvolve-se maioritariamente por caminhos agrícolas e florestais de terra batida, por um espaço de charneca, com montado de sobro, pinhais e eucaliptais, nas proximidades do rio Tejo. Nesta região, o Tejo promove o encontro do Alentejo com a Beira Baixa e o Ribatejo, sendo um espaço privilegiado para a observação de aves como o abelharuco, o mergulhão-de-crista, a águia-pesqueira, a cegonha branca ou a garça-real.

Percurso PR4 em Alvega. Créditos: mediotejo.net

ROTA DOS FRADES (Alcanena – 10.8km, circular)

Assim denominada por outrora ter existido em Serra de Santo António uma escola de frades, esta rota leva-o, ao longo de perto de 11km, a descobrir um trilho repleto de muros de pedra solta, marouços, olivais e zonas pastorícias, sendo que antes de voltar ao ponto de partida vai atingir o ponto mais alto da serra, de onde poderá contemplar o Planalto de Santo António, o polje de Mira/Minde, o Planalto de São Mamede e a Serra de Aire. Pia do Bajouco é o ponto de partida/chegada.

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ROTEIRO DO PATRIMÓNIO NATURAL (Constância – 12 km, circular)

É através de um roteiro de cerca de 12 km que as terras constancienses o convidam a descobrir algumas das paisagens e espécies da flora e fauna que caraterizam o concelho de Constância, num percurso com ponto de partida e chegada na Vila Poema. Ao longo do percurso circular talvez tenha a sorte de conseguir observar alguma garça-real, garça-branca-pequena ou pato-real, mas caso não seja um dos feliz contemplados com estes avistamentos, não se inquiete, à sua espera estão de certeza paisagens belíssimas, oliveiras e um carvalho português centenários, uma conheira (amontados de seixos rolados, resultante de escavação ao céu aberto de exploração mineira de ouro aluvionar pelos Romanos) e miradouros que proporcionam belas vistas tanto sobre o vale do rio Zêzere como do Tejo.

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Constância, vila-poema. Fotografia ilustrativa: Paulo Jorge de Sousa

TRILHO DA POMBEIRA (Ferreira do Zêzere – 9.1 km, circular)

Neste trilho circular com partida/chegada no parque de merendas do lagar velho, em Pombeira, é possível não só ficar a conhecer a riqueza histórica das capelas de São João Batista e Santo António, como também maravilhar-se com as paisagens deslumbrantes e de cortar a respiração das margens da albufeira de Castelo do Bode, conseguindo avistar também a ribeira da Cabrieira e a Azenha do Regato Concelho, tudo ao longo de um trilho que o coloca em contacto com a natureza.

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Foto: mediotejo.net

ROTA DA QUEIROXPERRA (Mação – 11km, circular)

Com a previsão de ser percorrido em 4h, é provável que este tempo aumente caso se deixe “perder” entre o património natural e a biodiversidade existente ao longo de todo o percurso, pautados por diversas fontes, nascentes e ribeiras. Mas como se isso não bastasse, aos aventureiros que nela se aventurarem, esta rota tem a oferecer uma visita às azenhas do Poço das Talhas, o mais sagrado templo da aldeia de Queixoperra, que, só por si, faz valer a caminhada.

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Foto: Joana Rita Santos/mediotejo.net

PERCURSO DO BAIRRO /CASAL FARTO (Ourém – 13.1 km, circular)

Com início no Monumento Natural das Pegadas de Dinossáurios da Serra de Aire, este percurso segue em direção ao Casal Farto – onde se encontra o conjunto de Cisternas do Capucho e o conjunto composto pela capela do Casal Farto e pela habitação rural conhecida como ‘Casa com Relógio de Sol’ – atravessando o fértil vale do Barrôco. Percorrendo-se o Caminho dos Mindericos, cujo percurso está repleto de medronheiros, e antes de se chegar ao ponto de partida, segue-se em direção a Vale de Cavalos, onde é possível encontrar as eiras, o lagar do vinho, o lagar do azeite e equipamentos ligados à captação, armazenamento e abastecimento de água.

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Foto: Turismo Médio Tejo.

TRILHO DO PASTOR (Sardoal – 6.2 km, circular)

Como não podia deixar de ser e tal como o nome indica, ao longo deste trilho ouve-se o tintilar das ovelhas e cabras e inala-se o cheiro a pura natureza. O ponto alto deste percurso é precisamente a envolvência com a natureza, entre observar as oliveiras centenárias que vão pontuando ao longo da sua extensão e apreciar o Sobreiro da Dona Maria (um dos maiores sobreiros da região), mas pode também funcionar como acrescento a uma descoberta da herança cultural sardoalense, por entre a Igreja Matriz, a Igreja da Misericórdia, as capelas, o Pelourinho ou as fontes e chafarizes.

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Trilho do Pastor (PR2), Sardoal

TRILHO DO ZÊZERE (Sertã – 7 km, circular)

Tendo o rio Zêzere como constante companhia, este trilho estende-se ao longo de uma estrada romana ao longo do qual se pode absorver o rico património florestal que compõe a paisagem, com sobreiros a desenharem-se entre as escarpas de granito. Pelo meio observe a Ponte Filipina, cartão de visita de Pedrógão Pequeno e datada do século XVII, ou desfrute dos vários miradouros e das zonas de descanso.

Mais informações aqui.

Foto: Turismo Médio Tejo

NAS MARGENS DO RIO NABÃO (Tomar – 9.2 km, circular)

Com início na aldeia da Póvoa, e serpenteando pelos campos de cultivo em direção à Capela de Nossa Senhora das Lapas, este percurso leva-o a desvendar um vale encantado com uma vista soberba sobre
a localidade de Póvoa, convidando ainda, com uma curta derivação, a visitar a Pia dos Moribundos. Regressando às margens do rio Nabão, aguardam-no outros pontos de destaque como a Fonte do Caldeirão, a ponte de Sobreirinho, e o complexo da antiga fábrica de papel já na etapa final do percurso.

Foto: Rotas e Percursos Médio Tejo

ROTA DO ALMONDA (Torres Novas – 24.3 km, linear | nascente do Almonda, 39,51282º – 8,61601º)

Naquele que é o percurso de maior extensão desta lista (24.3 km), descobre-se o rio Almonda, identitário do concelho de Torres Novas. Dividida em quatro troços (que correspondem a quatro etapas do curso do rio), o arrife, as colinas, a cidade e a várzea, esta rota leva-o a testemunhar a força da água e como esta moldou a paisagem e história da região, a acompanhar os meandros, atravessar pontes, visitar aldeias e a descobrir grutas e ruínas.

rio Almonda. Foto ilustrativa: mediotejo.net

TRILHO DAS CASCATAS (Vila de Rei – 10 km, circular)

É ao longo das ribeiras do Lavadouro, do Vale Feito e do ribeiro da Vila, no concelho de Vila de Rei, que se estende o Trilho das Cascatas, o qual promete deslumbrar todos aqueles quantos o visitarem com as suas fantásticas cascatas formadas nos vales rochosos de paisagens magníficas. São 10 km para caminhar, enquanto relaxa e se deixa entranhar pela natureza do local, o qual é amplamente convidativo a tirar umas fotografias.

Foto: ZêzereTrek

TRILHO PANORÂMICO DO TEJO (Vila Nova da Barquinha – 10.5 km, linear)

Em Vila Nova da Barquinha, o Trilho Panorâmico do Tejo une a vila barquinhense ao concelho de Constância, naquele que é percurso linear de cerca de 10,5 quilómetros, pontuado por diversos locais de interesse histórico, contando com o rio Tejo como fiel companheiro e com o verde da natureza como paisagem constante. Em permanente vigia encontra-se o imponente Castelo de Almourol, ex-libris barquinhense. O percurso foi recentemente renovado e dotado de estruturas que permitem uma maior segurança.

O percurso dispõe de algumas estruturas de apoio e que reforçam a segurança no trilho, além de alguns pontos de lazer, como o miradouro sobre a zona de confluência dos rios Zêzere e Tejo. Foto: CMVNB

Fontes: Rotas e Percursos do Médio Tejo (CIMT) e sites institucionais dos municípios.

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Licenciado em Ciências da Comunicação e mestre em Jornalismo. Natural de Praia do Ribatejo, Vila Nova da Barquinha, mas com raízes e ligações beirãs, adora a escrita e o jornalismo.

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