O espetáculo “Nuova Barberia Carloni”, da companhia italiana Teatro Necessario, estreia-se em solo nacional. Foto: DR

Depois do Ferro veio a Água e agora surge a Pedra. No próximo dia 12 de outubro são “inaugurados” os terceiros “Caminhos” culturais criados pela Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo. A última proposta de 2017 dura quatro dias e os percursos artísticos, projetos comunitários e espetáculos de música, dança, teatro (rua e sala) e novo circo voltam a cruzar-se com habitantes e visitantes da região.

Há quem diga que o “caminho das pedras” é o mais difícil de percorrer. No caso do projeto “Caminhos”, a rede de itinerância cultural criada este ano pela Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo (CIM Médio Tejo), a “pedra” não foi encarada como sinónimo de agrura, mas sim das principais estradas que ligam alguns dos 13 concelhos que compõem a sua área geográfica de intervenção.

Surgem assim os “Caminhos da Pedra”, o terceiro momento de uma programação idealizada para apresentar a cultura de forma integrada numa escala regional. O formato de abril e julho repete-se entre os dias 12 e 15 de outubro com alguns regressos e novidades entre os percursos artísticos, projetos comunitários e espetáculos que vão da dança à música, passando pelo teatro de rua e de sala e o novo circo.

A última caminhada de 2017 junta no Médio Tejo cerca de duas dezenas de artistas e companhias que apresentam os seus projetos nos concelhos de Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Ourém, Sardoal, Tomar, Torres Novas e Vila Nova da Barquinha. A cultura volta a aliar-se ao turismo e cada etapa do novo percurso passa por locais menos ou mais esperados. No postal global estão as paisagens, os monumentos, os espaços culturais, as casas, as praças, as ruas e as gentes.

Entre os momentos anunciados encontra-se a apresentação da Orquestra Caminhos na última data, um projeto único desenvolvido pelo músico António Serginho no concelho do Sardoal com músicos locais. A nível nacional, regressam os traços artísticos de Marina Palácio, que percorre os “Caminhos” pela terceira vez com o novo percurso artístico pela Vila Medieval de Ourém nos quatro dias.

O programa volta a incluir artistas estrangeiros e a companhia italiana Teatro Necessario estreia-se em solo nacional nos dias 13, 14 e 15. O espetáculo “Nuova Barberia Carloni” envolve diversas artes performativas (e humor) e apresenta três barbeiros muito peculiares que nos transportam para o ambiente das velhas barbearias.

O roteiro está traçado e a data está marcada. Começou a contagem decrescente para os “Caminhos da Pedra”, que prometem manter a região do Médio Tejo “a caminho”, como afirma o mote deste projeto intermunicipal. Até lá, partilhamos alguns dos momentos que marcaram os “Caminhos” anteriores.

Sónia Leitão

Nasceu em Vila Nova da Barquinha, fez os primeiros trabalhos jornalísticos antes de poder votar e nunca perdeu o gosto de escrever sobre a atualidade. Regressou ao Médio Tejo após uma década de vida em Lisboa. Gosta de ler, de conversas estimulantes (daquelas que duram noite dentro), de saborear paisagens e silêncios e do sorriso da filha quando acorda. Não gosta de palavras ocas, saltos altos e atestados de burrice.

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