Entre os dias 11 e 15 de setembro regressam às aulas cerca de 1,3 milhões de alunos do 1.º ao 12.º ano, num arranque marcado por medidas novas, como a proibição do uso de telemóveis nos 1.º e 2.º ciclos e por desafios persistentes, nomeadamente a falta de professores em algumas zonas do país. Apesar dos alertas da Fenprof para milhares de crianças que podem iniciar o ano sem docente atribuído, sobretudo no 1.º ciclo, na região do Médio Tejo os autarcas garantem um regresso com tranquilidade, com escolas preparadas para receber alunos e professores.
O mediotejo.net está a acompanhar de perto o arranque do ano letivo nos 11 concelhos que compõe a sub-região do Médio Tejo: Abrantes, Alcanena, Constância, Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Mação, Ourém, Sardoal, Tomar, Torres Novas e Vila Nova da Barquinha. Conteúdo em atualização.
Abrantes
O ano letivo arrancou “de forma tranquila” no concelho de Abrantes, assegurou a vereadora com o pelouro da Educação, Celeste Simão. Apesar da habitual azáfama de fim de verão, com reparações e pequenas intervenções nas escolas, a autarca sublinha que “não temos grandes problemas” e que “tudo está preparado” para o funcionamento normal das aulas.
“O que lhe posso dizer, neste momento, porque ainda estamos em recolha final de dados, é que o arranque deste ano letivo está a ser tranquilo, à semelhança de todos os outros anos”, referiu Celeste Simão, destacando o trabalho conjunto com as direções dos agrupamentos, a Escola Profissional de Desenvolvimento Rural e a Escola Superior de Tecnologia.

Sobre a falta de professores, a vereadora afirma que a situação é “residual”. No Agrupamento Nº2, estavam em falta oito docentes, mas “há um concurso que termina hoje” e espera-se que a situação “se resolva já na próxima segunda-feira”. No Agrupamento Nº1, os casos em aberto dizem respeito a substituições temporárias por baixa médica, “não é uma situação preocupante”.
Em relação à logística escolar, Celeste Simão garante que “temos de tudo o que tem a ver com refeições, transporte escolares, (…) tudo preparado”. No Agrupamento Nº1, as aulas e o fornecimento de refeições já começaram; no Agrupamento Nº2, o arranque será na próxima segunda-feira.
Quanto ao número de alunos, embora os dados ainda não estejam fechados, a autarca confirma que há um aumento do número de estudantes no concelho. “Os números nunca estão completamente estabilizados, mas notamos um aumento do número de alunos no concelho, evidentemente. As escolas da zona urbana estão cheias, mas ainda temos capacidade de resposta nas proximidades da zona urbana, mas estamos com uma situação, penso eu que confortável e com tudo a funcionar”.
A vereadora destacou ainda a continuidade da oferta formativa e o sucesso do protocolo entre a Escola Profissional de Desenvolvimento Rural e o Instituto Politécnico de Santarém, que permitiu a criação de um curso técnico superior profissional em gestão equina, agora no seu segundo ano de funcionamento.
Celeste Simão recordou também o investimento na requalificação das escolas do concelho, concluído nos últimos anos. “De uma maneira geral, o que nós podemos dizer é que todo o nosso parque escolar, neste momento, é todo um parque escolar requalificado. Não temos nenhuma escola a necessitar de uma requalificação grande.”
Com o parque escolar modernizado e pequenas reparações feitas durante o verão, a autarca afirma que “neste momento estamos muito tranquilos, agora é só olhar para as escolas e fazer aquilo que é necessário fazer, que é natural com o passar do tempo e com o desgaste da sua utilização.”
Constância
O ano letivo arrancou no final da semana no concelho de Constância, com reuniões entre a direção da escola e os encarregados de educação. A vereadora com o pelouro da educação, Helena Roxo, sublinhou que, apesar do corpo docente ainda não estar completo, o arranque está a decorrer com normalidade.
“A senhora diretora disse que não temos o corpo docente completo, mas está praticamente. Penso que houve duas desistências, mas estarão para ser substituídas rapidamente, portanto, penso que será tranquilo”, afirmou a autarca.
Helena Roxo destacou a oferta diferenciada do agrupamento, que integra ensino artístico. “A nossa escola tem o ensino artístico, portanto, temos uma oferta um bocadinho especializada e diferenciada das outras. Temos a dança, temos o teatro, temos a música e vai funcionar nestes moldes, tentando fazer aqui uma diferençazinha e tentar, assim, captar até mais alunos, o que temos conseguido, felizmente”, referiu.

Segundo a vereadora, neste ano letivo foi possível inverter a tendência de perda de alunos. “Não foi muito, portanto, temos um aluno a mais no total, mas pronto conseguimos pelo menos inverter a tendência que tinha vindo sempre a descer. Este ano temos aqui aquela luzinha de um a mais e tentamos agora nunca mais ir para menos”, disse, lembrando que “o ano passado não tínhamos conseguido, mas abrimos um 10º ano. Portanto, este ano temos o secundário a funcionar nos três anos.”
No que toca às infraestruturas, Helena Roxo explicou que “as intervenções foram pouquinhas, foram mais de pequenos arranjos, como torneiras, alguma parte de eletricidade, estores, portas… foram essas coisinhas poucas que que foram sendo feitas. Ou seja, coisas que já estavam antigas, como sanitários, mas foram pequenas obras.”
No entanto, o município tem em vista um projeto para a requalificação da escola sede. “Pedimos o projeto, ainda não o temos concluído, mas também só arrancaremos com o mesmo se houver fundos, porque são obras muito avultadas, com uma quantia muito grande e que não será possível com o orçamento da Câmara executar. Mas temos esperança que abra alguma linha para ajudar na execução das mesmas”, concluiu a vereadora.
Entroncamento
O arranque do ano letivo no Entroncamento está a decorrer sem sobressaltos. A presidente da Câmara, Ilda Joaquim, assegura que será “um ano tranquilo em todos os níveis de ensino”, com professores colocados, espaços preparados e projetos educativos e de apoio já em marcha.
“Temos mais de 300 professores, dos quais à volta de 100 são colocações efetuadas este ano (…). Nós não estamos com dificuldades no recrutamento de professores e está tudo preparado para, a nível de professores, as coisas avançarem”, afirmou a autarca, reconhecendo, no entanto, que “há áreas com maior dificuldade, como é o ensino especial, mas estamos a tentar e a escola está a fazer todos os esforços para responder à necessidade”.
Do ponto de vista logístico, Ilda Joaquim garante estar “tudo pronto para o arranque”, desde os refeitórios da Escola Ruy D’Andrade e da Escola Secundária, sob gestão municipal, até à contratação de refeições e aquisição de material. Foram também instalados monoblocos para responder ao aumento de turmas, “com ar-condicionado, com todas as condições, já com ligações feitas e todo o mobiliário pronto a funcionar”.

A autarquia tem ainda preparados protocolos para atividades de enriquecimento curricular, prolongamento de horários, bolsas de estudo e várias iniciativas complementares. “Tenho, a partir do dia 6 de outubro, já preparado ateliers de teatro, oficinas de Yoga, uma oficina de robótica com arte (…). Temos uma panóplia de projetos, todos prontos para o arranque, tudo contratado, tudo preparado para darmos o melhor apoio possível aos nossos alunos”, disse a presidente.
Entre os programas em curso, destacam-se os de combate ao insucesso escolar, no âmbito do PEDIME, e os de integração de alunos migrantes, que representam já “mais de 30% dos nossos alunos”. Segundo Ilda Joaquim, “temos uma equipa multidisciplinar e projetos de preparação e integração que envolvem professores, técnicos e até alunos”.
O número total de estudantes no Agrupamento Cidade de Entroncamento era, a 9 de setembro, de 3.374, desde o pré-escolar ao ensino secundário, acrescendo cerca de 200 alunos em cursos profissionais.
No que toca a investimentos em infraestruturas, Ilda Joaquim destacou dois projetos estruturantes. “No pré-escolar e no primeiro ciclo, tenho o projeto de execução de demolição e reabilitação do que era o JI Sophia de Mello Breyner, que vai ser transformado num projeto também com ensino básico para dar resposta à procura, onde iremos ter salas de JI e oito salas de primeiro ciclo”.
Já relativamente ao ensino secundário, a autarca confirmou que “estamos a aprovar o projeto de execução da renovação e ampliação da Escola Secundária do Entroncamento (…). Já fizemos uma primeira candidatura, que não foi aprovada, mas neste momento esperamos poder, assim que abrir o próximo aviso, candidatar a Escola Secundária e é por isso que já temos o projeto aprovado”.
Quanto ao futuro, a presidente indicou ainda que está em “fase final de aprovação, um projeto para construir uma creche de raiz, apresentado por uma IPSS” do concelho.
Ferreira do Zêzere
O ano letivo arrancou em Ferreira do Zêzere com uma novidade: pela primeira vez, os alunos têm acesso ao ensino articulado de música e dança sem necessidade de deslocações ao concelho vizinho de Tomar.
O presidente da Câmara Municipal, Bruno Gomes, realçou o esforço conjunto da autarquia e da comunidade educativa para garantir um início de ano tranquilo e com novas oportunidades.
“Estamos todos a trabalhar para ter um arranque e um ano letivo possível, até porque este ano temos pela primeira vez a funcionar o ensino articulado em Ferreira do Zêzere, nas instalações da Câmara Municipal, no Centro Cultural. É ótimo. É um primeiro passo de uma valência que consideramos de extrema importância”, afirmou o autarca.
Com esta medida, cerca de 60 alunos passam a poder frequentar aulas de música e dança no concelho. Até agora, os estudantes tinham de se deslocar a Tomar para ter este tipo de formação.

“Com o ensino articulado, vamos conseguir que os alunos deixem de ir a Tomar ter aulas de música e instrumentos, e também de dança. Assim conseguimos uma poupança de recursos e teremos os nossos alunos, espero eu e estou convicto disso, com um aproveitamento maior, porque deixarão de ter de fazer a viagem até Tomar”, sublinhou Bruno Gomes.
A colocação de professores também não foi uma dificuldade sentida neste concelho, tendo o autarca confirmado que todos os professores do agrupamento estão colocados, permitindo um arranque letivo “sereno”.
Quanto ao investimento em infraestruturas, prossegue a empreitada da nova Escola EB 2.3/S Pedro Ferreiro, um investimento de 13 milhões de euros, financiado integralmente pelo PRR – Plano de Recuperação e Resiliência, com um prazo de execução de 20 meses.
No ano letivo de 2026/2027 deverá estar ao serviço da comunidade de Ferreira do Zêzere um novo edifício escolar, contribuindo para impulsionar a oferta educativa no concelho. A empreitada inclui a construção de edifício, bem como a aquisição de equipamento e mobiliário, garantindo instalações inovadoras e adequadas às exigências atuais da comunidade escolar.
O novo estabelecimento de ensino vai ter 17 salas de aula, uma sala de informática, uma de ciências, uma de música, duas de Educação Visual e Tecnológica, um laboratório de química, um laboratório de física, um pavilhão, um gabinete médico, uma biblioteca, um auditório, dois gabinetes de direção, duas salas de professores, uma sala de direção de turma, uma sala de convívios para alunos, um refeitório, uma cozinha, uma papelaria e diversas instalações sanitárias.
“Relativamente às infraestruturas escolares, esta obra já começou há alguns meses e está a decorrer bem, com a devida segurança e equilíbrio da gestão do espaço que neste momento não está a sofrer obras. Está perfeitamente dentro daquilo que é o planeado”, garantiu Bruno Gomes.
Sardoal
O início do ano letivo no concelho de Sardoal está a decorrer dentro da normalidade, garante o presidente da Câmara Municipal, Miguel Borges. “Naquilo que compete à Câmara Municipal é tranquilo, as coisas estão prontas. Está tudo operacional para realmente darmos início ao ano letivo. Na segunda-feira passada tivemos a receção aos professores que a Câmara todos os anos faz”, referiu.
Apesar de alguns horários por preencher, o autarca afirma que se trata de uma situação pontual. “Sabemos que há ainda alguns horários por completar, mas é uma questão residual e acredito que nos próximos tempos essa situação seja ultrapassada. Mas, de resto, está tudo dentro da normalidade, dentro daquilo que tem sido nos anos anteriores e que bons resultados tem vindo a dar, principalmente no final do 12.º ano, onde a nossa escola tem tido bons, mas muito bons resultados, também.”

Miguel Borges destacou ainda a importância da comunidade educativa para o sucesso escolar. “Na nossa escola há aqui um objetivo principal, que tem a ver com o serem felizes. A felicidade é um grande desafio, mas para essa felicidade se atingir, também é muito importante que o bem-estar dos estudantes também seja importante. Ou seja, que os professores se sintam bem na nossa escola, que sejam felizes no concelho de Sardoal a dar as suas aulas, a transmitir os conhecimentos aos alunos e toda a comunidade, também os auxiliares de ação educativa, se possam sentir bem e assim é a chave para o sucesso educativo.”
No que diz respeito a investimentos em infraestruturas, o presidente sublinha duas intervenções em curso: “Neste momento está a decorrer a construção da creche. Já começaram as obras da creche municipal, também temos tudo preparado para o Jardim de Infância da Presa, que também estamos numa fase em que já estamos o projeto pronto, numa fase de candidatura (…). É um valor que já está alocado a este investimento e que vai ser também uma realidade de requalificação do Jardim de Infância da Presa.”
Tomar
O novo ano letivo arrancou em Tomar “com muita tranquilidade”, garante a vereadora da Educação, Filipa Fernandes. Depois de um ano anterior marcado pelo impacto das obras no Jardim de Infância Raúl Lopes e na EB 2,3 Gualdim Pais, a autarca sublinha que este regresso às aulas decorre sem sobressaltos.
“O ano passado foi um arranque um bocadinho mais complexo, porque iniciámos duas obras estruturais no nosso concelho (…). Este ano acabou por ser um bocadinho menos complexo, é o retomar do ano letivo. Neste momento, todas as escolas já estão preparadas para receber os seus alunos”, referiu.
A responsável destacou também a adaptação às novas regras sobre a utilização de telemóveis. “Como foi uma medida anunciada, não haverá telemóveis nas escolas de 2.º ciclo. Se bem que também estará a ser alargado, em alguns estabelecimentos, também para o 3.º ciclo, uma vez que eles se cruzam nos intervalos”.

Outro dado em evidência é o aumento de alunos no concelho. “Houve a necessidade de abrir novas turmas, nomeadamente na Santa Iria, fizemos o alargamento de mais uma turma de 1.º ciclo (…). São boas notícias, porque quando temos as escolas cheias e renovadas, é sempre motivo de alegria. É sinal que há futuro, que há esperança e que temos evidências de que o ensino em Tomar está vivo”, afirmou Filipa Fernandes.
Quanto ao corpo docente, a vereadora refere que não há falta significativa de professores, no entanto, acrescenta ainda não ter na sua posse os dados oficiais. “Relativamente ao 1.º Ciclo está tudo na normalidade, têm todos professor. No 2.º e 3.º Ciclo também me parece que não há grande falta de professores. (…) Eu julgo que para o concelho de Tomar não se impõe essa necessidade de professores, mas não posso ser concreta nessa resposta porque não tenho esses dados oficiais.”.
Quanto ao parque escolar, Filipa Fernandes lembra que, além de pequenas obras em colaboração com as juntas de freguesia, estão em curso intervenções de maior dimensão.
“O Jardim de Infância Raúl Lopes está a ser completamente remodelado, com um edifício totalmente novo que vai receber creche e Jardim de Infância. Depois, relativamente à Escola Gualdim Pais, o que estamos a fazer é requalificar o edifício (…). Tudo se perspetiva que no próximo ano letivo as crianças já regressem ao seu edifício principal e que já possam inaugurar as duas novas escolas”.
Para além destas obras, está também a ser preparado o projeto de intervenção na Escola Secundária de Santa Maria do Olival e a criação de novos parques infantis na EB1 e JI dos Templários e na escola de Santa Iria.
Torres Novas
Também em Torres Novas, o arranque do ano letivo decorre com normalidade. O vereador da Educação, Joaquim Cabral, garantiu que “uma parte dos professores está colocada” e que, apesar de faltarem cerca de dez docentes em cada agrupamento, essas ausências resultam de substituições de última hora, motivadas por baixas médicas ou deslocações para a medicina do trabalho. “De um modo geral, temos professores colocados para todas as turmas e todos os anos”, assegurou.
Joaquim Cabral destacou ainda a aposta do concelho na educação artística, com ensino articulado de música nos dois agrupamentos de escolas e oferta de teatro na Escola Artur Gonçalves.
Na área do ensino profissional, registou-se “mais procura” este ano, com quatro turmas criadas na Escola Profissional de Torres Novas, nomeadamente nas áreas de informática, animação sociocultural, comunicação e marketing. Há ainda cursos de mecatrónica e técnico auxiliar de saúde na Escola Maria Lamas, e de desporto e multimédia na Escola Artur Gonçalves.

No que toca à educação pré-escolar, o vereador destacou o aumento de vagas com a criação da valência de creche/berçário no Jardim Escola João de Deus e a futura abertura de uma nova creche privada, extensiva ao Jardim de Infância de Riachos.
Relativamente às infraestruturas, o autarca informou que o Pavilhão de Riachos, que serve o Centro Escolar de Riachos e a Escola António Chora Barroso, está na fase final de obras, e que a segunda fase do Centro Escolar de Santa Maria deverá arrancar em breve.
O vereador lamentou, no entanto, que a requalificação da Escola Artur Gonçalves, orçada em 24 milhões de euros, não tenha ainda avançado por falta de apoio da administração central. A Escola Maria Lamas também aguarda intervenção na área das oficinas.
O município mantém a aposta em atividades de apoio às famílias e de enriquecimento curricular, com a novidade, neste ano letivo, da introdução da Língua Gestual Portuguesa no Centro Escolar de Riachos, “procurando uma verdadeira inclusão”.
Programas como o “Ciência sobre rodas” e “À Descoberta do Território” continuam a dinamizar atividades de contacto com a natureza e ciência para alunos do pré-escolar ao secundário.
“Temos as escolas organizadas e uma boa resposta às famílias. Estes programas têm promovido literacia científica e despertado a curiosidade para as questões ambientais”, concluiu Joaquim Cabral.
Vila Nova da Barquinha
O presidente da Câmara Municipal de Vila Nova da Barquinha, Fernando Freire, mostrou-se otimista quanto ao início do novo ano letivo no Agrupamento de Escolas do concelho, destacando que “os lugares estão todos preenchidos” e que “os professores também está tudo em conformidade com as expetativas que tínhamos para o início do ano letivo”.
O autarca referiu, no entanto, que ainda há contratações por fazer. “Neste momento ainda temos que contratar e vai ser feito a 22 de setembro, portanto 10 dias em que vamos também, de facto, reforçar os assistentes operacionais e que serão oito”.
Questionado sobre o que distingue o agrupamento, o presidente destacou “a dedicação às artes e às ciências”, tendo lembrado o papel do Centro Integrado de Educação em Ciências, que acompanha os alunos desde o ensino básico.

“Desde tenra idade, logo no ensino básico, com o nosso Centro Integrado de Educação em Ciências, são recursos alocados essencialmente também com financiamento. Infelizmente este ano, devido à falta de professores, não tivemos a cedência de recursos humanos por parte do Ministério dos Professores, será um suporte do fundo financeiro que a Câmara vai continuar a apoiar”, afirmou.
“Ou seja, pagando, no fundo aos formadores para que possam acompanhar em sala de aula, nomeadamente no âmbito das ciências experimentais, os alunos possam não perder estas capacidades desde pequenos que adquirem com esta experimentação”, explicou o autarca.
Fernando Freire destacou ainda as obras de requalificação já realizadas. “Acabámos o ano passado de requalificar todo o edificado, essencialmente aquele que carecia de alguma urgência, que era a Escola Básica nº 1 da Praia do Ribatejo e o JI, também o JI da Moita, o JI da Barquinha e o JI da Atalaia, foi tudo requalificado no âmbito também do fundo do Portugal 2020.”
Sobre o futuro, o edil explicou que o próximo executivo, a eleger em outubro, poderá “criar novas dinâmicas e também criação de novas infraestruturas de ex novo para acolher a procura que exista”, lembrando que “neste momento temos 1231 alunos no nosso agrupamento, o que é, de facto, muito aluno.”
O presidente destacou ainda que “30% dos nossos alunos não pertencem ao nosso concelho, vêm de concelhos vizinhos”, algo que associa à “lei da oferta e da procura” e à “modalidade de ensino que aqui se pratica”.
(EM ATUALIZAÇÃO)
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