Diz-se da massa estendida com o auxílio de um rolo sobre uma mesa ou pedra (de mármore) enfarinhada com a finalidade de lhe dar a espessura que é necessária ao destino a que se destina, por exemplo: pastéis, tartes, folhados, fundos de empadas, ou guarnições.
Também o corte de uma fatia de bolo pode sofrer o epíteto de estender a massa.
Se em culinária e no caso específico da pastelaria a massa estendida é prenúncio de agradabilidades comestíveis a afagarem o palato, aveludadas, no jargão do quotidiano robusto de metáforas e subentendidos «estender a massa» é sinónimo de conversa fiada, de mistura com a massa folhada do enfeite através de florões fantasiosos, corolários dessa mesma massa folhada ter sido muito bem torcida, recebido manteiga em abundância em cada volta, pelo menos oito, concedendo-lhe extraordinária finura e maleabilidade que os apreciadores de empadas reconhecem logo que os dentes as rompem.
Vivemos em tempos de massas alimentícias de cores variadas e de esquisita digestão. Cuidado!
