É verdadeiramente um regresso às origens para a ex-ministra da Agricultura, que nasceu em Abrantes em 1970 e fez a sua carreira profissional no parque de ciência e tecnologia Tagusvalley até ser convidada por Nelson de Carvalho para ser vereadora na Câmara Municipal de Abrantes, em 2006.
Licenciada em Bioquímica pela Universidade de Coimbra, e com uma pós-graduação em Gestão da Qualidade e Segurança Alimentar, manteve-se sempre funcionária dos quadros do Tagusvalley – onde chegou a diretora executiva, cargo exercido por Pedro Saraiva desde 2010 – embora tenha continuado nos 18 anos seguintes “emprestada” à causa política.

Foi eleita presidente do município por três vezes, tendo saído a dois anos do final do último mandato, em 2019, quando aceitou o convite de António Costa para ser secretária de Estado do Desenvolvimento Regional. Seis meses depois foi nomeada ministra da Agricultura, no XXII Governo Constitucional, e foi reconduzida pelo primeiro-ministro socialista no Executivo seguinte, em 2022.
Além de presidente da Câmara Municipal de Abrantes entre 2009 e 2019, também presidiu ao Conselho Intermunicipal da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo entre 2013 e 2018.
Como ministra, Maria do Céu Antunes destacou-se por ter conseguido fechar a complexa negociação para a reforma da Política Agrícola Comum (PAC), durante a Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia, em 2021, mas recebeu sempre mais críticas do que elogios do setor agrícola nacional.

