A última presença de Maria do Céu Antunes como ministra da Agricultura junto dos seus congéneres europeus, a 26 de março de 2024. Créditos: UE

É verdadeiramente um regresso às origens para a ex-ministra da Agricultura, que nasceu em Abrantes em 1970 e fez a sua carreira profissional no parque de ciência e tecnologia Tagusvalley até ser convidada por Nelson de Carvalho para ser vereadora na Câmara Municipal de Abrantes, em 2006.

Licenciada em Bioquímica pela Universidade de Coimbra, e com uma pós-graduação em Gestão da Qualidade e Segurança Alimentar, manteve-se sempre funcionária dos quadros do Tagusvalley – onde chegou a diretora executiva, cargo exercido por Pedro Saraiva desde 2010 – embora tenha continuado nos 18 anos seguintes “emprestada” à causa política.

Foi eleita presidente do município por três vezes, tendo saído a dois anos do final do último mandato, em 2019, quando aceitou o convite de António Costa para ser secretária de Estado do Desenvolvimento Regional. Seis meses depois foi nomeada ministra da Agricultura, no XXII Governo Constitucional, e foi reconduzida pelo primeiro-ministro socialista no Executivo seguinte, em 2022.

Além de presidente da Câmara Municipal de Abrantes entre 2009 e 2019, também presidiu ao Conselho Intermunicipal da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo entre 2013 e 2018. 

Como ministra, Maria do Céu Antunes destacou-se por ter conseguido fechar a complexa negociação para a reforma da Política Agrícola Comum (PAC), durante a Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia, em 2021, mas recebeu sempre mais críticas do que elogios do setor agrícola nacional.

Nos bastidores das negociação da PAC, em Bruxelas. Créditos: AGRI Committee/EU

Sou diretora do jornal mediotejo.net, diretora editorial da Médio Tejo Edições e da chancela de livros Perspectiva. Sou jornalista profissional desde 1995 e tenho a felicidade de ter corrido mundo a fazer o que mais gosto, testemunhando momentos cruciais da história mundial. Fui grande-repórter da revista Visão e algumas da reportagens que escrevi foram premiadas a nível nacional e internacional. Mas a maior recompensa desta profissão será sempre a promessa contida em cada texto: a possibilidade de questionar, inquietar, surpreender, emocionar e, quem sabe, fazer a diferença. Cresci no Tramagal, terra onde aprendi as primeiras letras e os valores da fraternidade e da liberdade. Mantenho-me apaixonada pelo processo de descoberta, investigação e escrita de uma boa história. Gosto de plantar árvores e flores, sou mãe a dobrar e escrevi quatro livros.

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