Há dias ouvi um ruído cascalhado e indaguei a razão da estridência, a mesma provinha de estar a ser elaborado um batido de manga. Sim, daquela espécie que só após a segunda globalização passou a estar disponível nos mercados portugueses vindas do Brasil, da Venezuela, Costa do Marfim, Alto Volta, Moçambique e todos os países onde prospera, ela que é originária da Malásia.
Na primeira globalização, século XVI, foi introduzida em África e na América Latina pelos «colonialistas», porém não me alargo nesta matéria porque o revisionismo acerca da nossa História está a lacerar memórias da nossa memória colectiva onde o vesguismo e sectarismo estão a prosperar.
Muito rica em ferro e vitaminas C e B, a manga, ainda verde, entra em composições culinárias em várias cozinhas asiáticas, madura é requestada no domínio das guarnições de peixes e carnes quando na categoria de grelhados e grelhadas, saladas coloridas e perfumadas (as numerosas variedades exibem múltiplas tonalidades), bem como nas áreas das compotas, pastelaria, gelados e sorvetes.
Nos tempos correntes a manga faz parte do nosso rol de frutas correntes a significar aculturações de várias latitudes e longitudes.
A manga na altura da compra deve apresentar-se firme (amadurece rapidamente) e, muito bons gourmets prodigalizam-lhe afeições no tocante a batidos com leite e chocolate.
Os leitores têm na manga um fruto polpudo, doce e adequado a, neste período de recolhimento, possibilitar-lhe incursões no âmago da nona arte – a gastronomia – experimentações capazes de lhe trazerem elogios da família nuclear, pois a parentela e os amigos só podem ser contactados a prudente distância pois o vírus não perdoa.
Não podemos esquecer as estrídulas declarações da Senhora Marta Temido que ainda está a tentar perceber o sucedido na sequência da quadra natalícia. Talvez descubra o mistério bebendo dois cálices de licor de manga!
