Foto: Pixabay

Segundo fonte da empresa, a 20 de janeiro, a situação já estaria regularizada, mas não tendo sido divulgada no seu canal oficial a resolução do problema, o jornal mediotejo.net solicitou esclarecimentos.

“À data de hoje, a ocorrência verificada na rede pública de abastecimento de água à Freguesia da Ortiga, concelho de Mação, no passado dia 17/01/2023, foi alvo da nossa maior atenção, após termos tomado conhecimento da mesma, e tem sido alvo de vigilância e acompanhamento contínuo das nossas equipas técnicas, procedendo a medições constantes da concentração de cloro na rede, ao mesmo tempo que reforçamos o nosso plano de purgas já previsto para este local”, pode ler-se no esclarecimento enviado.

Segundo a Tejo Ambiente “as causas do problema foram assumidas pelo nosso fornecedor em Alta, a Águas do Vale do Tejo (AdVT), evocando ter ocorrido uma avaria na bomba doseadora de hipoclorito que serve o reservatório do Pontão – Ortiga”, acrescentando que “esta empresa tomou medidas para prontamente resolver a origem do problema, sendo que só as nossas ações na rede permitiram repor os níveis de cloro nos valores legalmente recomendados”.

A Tejo Ambiente esclarece ainda que “em momento algum a saúde pública esteve em causa, pois o hipoclorito de sódio é utilizado como um desinfetante para garantir a potabilidade bacteriológica da água fornecida para consumo humano”.

Refira-se que o Decreto-Lei n.º 306/2007, de 27 de agosto, estabelece o regime da qualidade da água destinada ao consumo humano.

No presente decreto-lei é referido como objetivo “proteger a saúde humana dos efeitos nocivos resultantes da eventual contaminação dessa água e assegurar a disponibilização tendencialmente universal de água salubre, limpa e desejavelmente equilibrada na sua composição”.

As entidades gestoras têm de assegurar um “adequado tratamento da água destinada ao consumo humano”, sendo que “a água distribuída deve ser submetida a um processo de desinfeção”, devendo a entidade garantir que que “a contaminação por subprodutos da água seja mantida a um nível tão baixo quanto possível e não ponha em causa a sua qualidade para consumo humano”.

Recomenda a legislação, caso o cloro seja o desinfetante utilizado, que “as concentrações deste parâmetro estejam entre 0,2 e 0,6 mg/l de cloro residual livre”.

A empresa intermunicipal diz que “caso se verifiquem situações semelhantes iremos continuar o trabalho desenvolvido pela Tejo Ambiente E.I.M. S.A. comunicando atempadamente às populações situações anómalas, conforme foi o caso referido”.

Recorde-se que a empresa intermunicipal Tejo Ambiente publicou, a 17 de janeiro, uma nota no site oficial, assinada pelo gabinete de Comunicação e Imagem, fazendo alerta e uma série de recomendações aos utilizadores de abastecimento de água na freguesia de Ortiga, concelho de Mação, após se terem verificado níveis anormais de cloro, acima do legalmente recomendado, em vários pontos da rede pública do sistema de abastecimento de água naquela localidade.

NOTÍCIA RELACIONADA

Formada em Jornalismo, faz da vida uma compilação de pequenos prazeres, onde não falta a escrita, a leitura, a fotografia, a música. Viciada no verbo Ir, nada supera o gozo de partir à descoberta das terras, das gentes, dos trilhos e da natureza... também por isto continua a crer no jornalismo de proximidade. Já esteve mais longe de forrar as paredes de casa com estantes de livros. Não troca a paz da consciência tranquila e a gargalhada dos seus por nada deste mundo.

Deixe um comentário

Leave a Reply