Cerca de 100 atividades celebram Dia Mundial da Oliveira em 27 municípios. Foto: DR

O relatório final da campanha de 2024 do lagar de Vila de Rei, que celebrou este ano o seu décimo ano de funcionamento, foi apresentado na reunião ordinária do executivo municipal de Vila de Rei, realizada a 17 de janeiro de 2025, revelando resultados considerados “bastante positivos”.

Durante 47 dias de laboração, o lagar processou 642.607 quilos de azeitona, resultando na produção de 74.319 litros de azeite e numa taxa média de fundição de 11,57%. A campanha gerou uma receita total de 55.506,72€, enquanto as despesas operacionais totalizaram 34.031,31€, garantindo, desta feita, um saldo positivo de 24.475,41€.

Com a maior parte dos utilizadores do lagar a ser oriundo do concelho de Vila de Rei (61%), produtores de outros concelhos da região, como Proença-a-Nova, Sertã, Sardoal, Abrantes e Mação, também marcaram presença, reforçando a importância do lagar como um polo de transformação para toda a zona centro.

Lagar e destilaria municipal, na Zona industrial do Souto, em Vila de Rei. Foto: CMVR

O presidente da Câmara Municipal, Ricardo Aires, destacou o impacto do Lagar, com “os números a demonstrar, mais uma vez, a relevância desta infraestrutura para a nossa economia local e regional.

“Graças aos equipamentos modernos e ecológicos, o Lagar consegue produzir azeite de elevada qualidade, essencial num momento em que o valor do azeite continua a registar uma forte evolução. Este espaço não só estimula os produtores locais a aproveitarem os seus terrenos agrícolas, mas também reforça Vila de Rei como uma referência na transformação deste produto. A nossa ambição é continuar a alcançar estes resultados positivos nos próximos anos, promovendo a sustentabilidade e o desenvolvimento da região”.

A sua formação é jurídica e a sua paixão é História mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 à cidade natal; Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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