Rossio ao Sul do Tejo, em Abrantes, já pode respirar de alívio com um nova caixa Multibanco na Avenida António Augusto da Silva Martins, num investimento da União de Freguesias de S. Miguel do Rio Torto e Rossio ao Sul do Tejo, e em parceria com a Caixa Geral de Depósitos. A escassos metros do antigo Banco Santander, e da única caixa ATM que ali permanece desde 2023 e que continua na iminência de sair caso o imóvel seja vendido pelo banco.
O presidente de junta, Luís Valamatos dos Reis, afiança que a população pode agora ficar descansada, porque terá ali este Multibanco em definitivo, assegurado pela União de freguesias.
Esta tem sido uma preocupação no Rossio, após a retirada das dependências bancárias daquela localidade para permanecerem apenas no centro da cidade de Abrantes. A não existência de bancos, colocou em causa a permanência do serviço Multibanco na freguesia e gerou bastante desconforto e receio na população.
Esta iniciativa da União de Freguesias de S. Miguel do Rio Torto e Rossio ao Sul do Tejo começou em 2023, após a Caixa Geral de Depósitos ter retirado o Multibanco que existia na antiga dependência da CGD. Acontece que, também nessa altura, o banco Santander havia alertado que a caixa Multibanco da sua dependência seria retirada, pois o imóvel seria colocado à venda, e após mudança de proprietário tal teria de suceder.
“Felizmente, e temos que agradecer à gerência do banco Santander, na pessoa do Dr. Luís Velhinho, que conseguiu assegurar que o Santander mantivesse a caixa em funcionamento, isso foi extremamente importante, porque acabámos por garantir pelo menos uma em funcionamento na freguesia”, frisa Luís Valamatos.

O presidente de junta mencionou, em entrevista ao nosso jornal, que “estes processos demoram e só ao fim de quase um ano e meio é que conseguimos ter, finalmente, uma caixa Multibanco num espaço que a Fundação Ernesto Lourenço Estrada e Filhos gentilmente cedeu para o efeito, porque isso foi determinante”.
Há um ano, a preocupação da junta de freguesia também passava por encontrar o espaço “que preenchesse os requisitos que nos estavam a ser exigidos, depois conseguiu-se junto da Fundação Ernesto Lourenço Estrada e Filhos, com a sua boa vontade, e sempre prontos também a ajudar em proveito da nossa terra, conseguimos fazer um contrato de comodato com a fundação e esse foi o passo determinante”.
“A partir daí pudemos desenvolver o resto dos procedimentos, desde a adaptação do espaço para o efeito, e tudo mais, desde a parte dos alarmes, videovigilância, tudo o que nos estava a ser exigido. E conseguiu-se. Desde quinta-feira, 10 de outubro, temos essa caixa Multibanco que estará em definitivo ao dispor da comunidade. A do Santander depois estará ao critério da gerência, se a quiser manter, por nós não tem problema absolutamente nenhum. Pelo menos enquanto o edifício onde estava o banco Santander for propriedade do Santander é natural que a possam manter, se assim o entenderem”, declarou Valamatos.
No ano passado o ultimato era precisamente esse, se o imóvel fosse vendido, a caixa Multibanco teria de ser retirada em definitivo. E foi isso que levou a Junta de freguesia a tomar iniciativa, sendo-lhe agora atribuídas responsabilidades e custos para o funcionamento desta valência.
“Em termos de investimento anda na casa dos 6.500 euros para que se pudesse instalar a caixa ATM naquele espaço, ao que acresce uma mensalidade que vamos ter que suportar com despesas relativas à energia elétrica, sistema de alarme/videovigilância… tem de ter um posto de Internet para que depois as imagens que são captadas pelas Câmaras sejam visionadas pela empresa de segurança. É um encargo mensal que se estima na ordem dos 200 euros”, dá conta Luís Valamatos.

Sobre o facto de a junta de freguesia ter de se substituir às instituições e serviços, o autarca diz ser similar a outros momentos, caso do processo com encerramento dos Correios, sendo que no caso do Rossio um particular assumiu a responsabilidade de ficar com um posto CTT.
Quanto à retirada da caixa Multibanco, assume, deixou todos “surpreendidos”, levando a junta de freguesia “a dar o primeiro passo” porque caso contrário “as pessoas ficavam sem acesso a este serviço nesta zona da freguesia, o que seria complicado”.
Entretanto, em São Miguel do Rio Torto, sem acesso a Multibanco há cerca de dois ou três meses, já foi ultrapassado o receio de retirada da caixa ATM ali existente.
“Na Casa do Povo, estamos a debater com um problema, que também já está ultrapassado e já nos deram essa garantia. A direção da Casa do Povo de S. Miguel está a ultimar os pormenores para que a caixa Multibanco lá existente possa ser substituída por uma mais moderna, para evitar que fosse retirada. Ali existe um contrato com a CGD e com a Casa do Povo, mas a máquina já é muito antiga e estava obsoleta e sempre com muitas avarias, e havia o receio de que, com esse argumento, fosse retirada em definitivo”, diz.
“Felizmente temos já certezas de que não, que vai ser substituída, e estamos também a colaborar com a Casa do Povo para que rapidamente seja colocada uma nova caixa ATM em S. Miguel, até porque há dois ou três meses que não há Multibanco naquela localidade da freguesia”, assegura o presidente de junta.
A comunidade de Rossio ao Sul do Tejo pode agora ficar descansada, sabendo que poderá contar com uma caixa Multibanco naquela que é a principal avenida da sede de freguesia, com a Caixa Geral de Depósitos a apoiar na instalação deste ATM, relembrando que no ano passado a retirada da sua caixa, sem aviso concreto, gerou “um processo que não foi pacífico e que levantou bastante polémica”.
“Houve dificuldade em entender a forma como a máquina na altura foi retirada. Mas isso já lá vai, agora é pensar no futuro e pensar que conseguimos resolver este problema e que a população pode ficar descasada, que vai ter ali a sua caixa Multibanco”, declarou.
No passado, Rossio ao Sul do Tejo chegou a ter três instituições bancárias em funcionamento. Hoje em dia a luta passa por garantir pelo menos as únicas duas caixas Multibanco ao serviço da população da freguesia.
