Professores greve no primeiro tempo da manhã, na Escola Secundária Dr. Solano de Abreu, em Abrantes. Foto: mediotejo.net

Depois da grande adesão dos professores em dezembro à greve decretada pelo STOP, um sindicato criado apenas em 2018 e que tinha pouca expressão nacional, e do sinal dado no sábado passado por mais de 100 mil professores nas ruas de Lisboa, as principais organizações sindicais – que no mês passado consideraram não ser o “momento adequado” para uma greve por decorrer ainda o processo negocial com o Ministério da Educação sobre o regime de concursos –, decidiram avançar com uma paralisação geral durante 18 dias, a ser realizada em dias diferentes, por distritos.

Esta greve, convocada pela FENPROF, ASPL, Pró-Ordem, SEPLEU, SINAPE, SINDEP, SIPE e SPLIU, teve início esta segunda-feira, 16 de janeiro, em Lisboa, e irá terminar a 8 de fevereiro no Porto, realizando-se paralelamente às duas outras já em curso: a greve por tempo indeterminado convocada pelo STOP – Sindicato de Todos os Profissionais da Educação, que se iniciou em 9 de dezembro, e a greve ao primeiro tempo de aulas convocada pelo SIPE até ao dia 8 de fevereiro.

Qualquer professor poderá fazer greve nos dias em que entender enquanto decorrer o protesto convocado pelo STOP mas a paralisação geral, unindo todos os sindicatos, vai acontecer no distrito de Santarém a 1 de fevereiro – onde se integram 11 dos 13 concelhos do Médio Tejo. No caso de Sertã e Vila de Rei, no distrito de Castelo Branco, a greve acontecerá já na próxima segunda-feira, 23 de janeiro.

Greve de professores em Mação, em dezembro de 2022. Foto: mediotejo.net

Os professores contestam as propostas apresentadas pelo Ministério da Educação no âmbito da negociação da revisão do regime de colocação e recrutamento de pessoal docente e reivindicam também soluções para problemas mais antigos, relacionados com as condições de trabalho e atualizações salariais.

Desde dezembro, muitas famílias têm acumulado faltas injustificadas no trabalho por não terem alternativa quando os filhos ficam sem aulas. A Confederação Nacional das Associações de Pais (CONFAP) exigiu já ao Governo que decrete serviços mínimos nas escolas e que justifique as faltas de quem tenha filhos menores de 12 anos.

*Com Lusa.

Patrícia Fonseca

Sou diretora do jornal mediotejo.net e da revista Ponto, e diretora editorial da Médio Tejo Edições / Origami Livros. Sou jornalista profissional desde 1995 e tenho a felicidade de ter corrido mundo a fazer o que mais gosto, testemunhando momentos cruciais da história mundial. Fui grande-repórter da revista Visão e algumas da reportagens que escrevi foram premiadas a nível nacional e internacional. Mas a maior recompensa desta profissão será sempre a promessa contida em cada texto: a possibilidade de questionar, inquietar, surpreender, emocionar e, quem sabe, fazer a diferença. Cresci no Tramagal, terra onde aprendi as primeiras letras e os valores da fraternidade e da liberdade. Mantenho-me apaixonada pelo processo de descoberta, investigação e escrita de uma boa história. Gosto de plantar árvores e flores, sou mãe a dobrar e escrevi quatro livros.

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