Grappa. Foto: DR

A primeira vez que bebi esta forte aguardente, feita dos resíduos da extracção do bagaço de uvas das castas moscatel e barolo. aconteceu durante uma libação num Hotel de Veneza com o dono que adorava Portugal, o 25 de Abril e mariscos das nossas águas. No dia imediato a boca sabia-me a papéis de música não operática.

As melhores grappas provêm do Terentino, Piemonte e Veneza. A fim de atenuar a virulência desta aguardente coloca-se em pipos de carvalho.  

 A grappa é empregue na aromatização de carne de cabra juntamente com bagas de zimbro e tomilho.

É uma aguardente muito aromática, porém, salvo melhor opinião, inferior às aguardentes portuguesas.

Descobri uma garrafa «recordei o desastre» no Hotel Sírius e evoco esta amarga experiência.

Armando Fernandes

Armando Fernandes é um gastrónomo dedicado, estudioso das raízes culturais do que chega à nossa mesa. Já publicou vários livros sobre o tema e o seu "À Mesa em Mação", editado em 2014, ganhou o Prémio Internacional de Literatura Gastronómica ("Prix de la Littérature Gastronomique"), atribuído em Paris.
Escreve no mediotejo.net aos domingos

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