ETARI da Fabrióleo. Foto arquivo: mediotejo.net

A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) vai, “com toda a urgência,” complementar o levantamento que já foi feito da perigosidade que se encontra na empresa Fabrióleo, informou Pedro Ferreira (PS), presidente da Câmara Municipal de Torres Novas, em reunião de executivo. Este avanço no processo deve-se à insolvência da empresa e a “uma visão do próprio Governo diferente em relação à perigosidade para a saúde pública”.

Em recente reunião de executivo, o líder da autarquia torrejana fez um ponto de situação sobre a Fabrióleo, dando conta de uma reunião que teve a 12 de maio com Duarte Cordeiro, ministro do Ambiente, o qual “estava tecnicamente muito bem informado”, notou o autarca. No encontro esteve também presente João Trindade (PS), vereador torrejano com o pelouro do ambiente e o coordenador da Proteção Civil.

Nessa reunião decidiu-se que “com toda a urgência a Agência Portuguesa do Ambiente iria complementar um levantamento que já foi feito da perigosidade do que está na empresa para ser retirado”, informou Pedro Ferreira. Conforme o autarca deu nota, o processo foi agora acelerado porque embora se mantenha o processo em aberto onde existia apenas um credor com um mandato judicial para desmanchar os depósitos, este foi ultrapassado por um processo “mais abrangente”, que foi a insolvência da empresa.

ÁUDIO | PEDRO FERREIRA, PRESIDENTE CM TORRES NOVAS:

Pedro Ferreira, presidente da Câmara Municipal de Torres Novas, dá conta da reunião com o ministro do Ambiente sobre o processo Fábrióleo.

“Portanto a insolvência da empresa disparou para outro tipo de execuções e também para uma visão do próprio Governo diferente em relação à perigosidade para a saúde pública“, disse o líder do município de Torres Novas.

Pedro Ferreira deu ainda conta que no dia 13 de maio recebeu um telefonema onde foi informado que ia haver uma ação musculada junto da empresa, pelo que iria ser marcado um dia para, na companhia do agente da insolvência, ser feita uma melhor caraterização técnica sobre aquela que será a forma de atuação do Governo nesta matéria.

Tendo em conta o facto de já ter recebido um contacto do Ministério do Ambiente a solicitar as chaves da fábrica – que estavam na posse do agente de insolvência – “tudo indica que num dos próximos dias virá essa ação musculada para fazer o levantamento e chegarmos à conclusão, o Governo chegar à conclusão, de qual a forma mais rápida para retirar a perigosidade do local”, disse Pedro Ferreira.

A autarquia de Torres Novas tem análises dos depósitos da fábrica mas não da ETAR, pelo que a APA irá fazer essas análises ao conteúdo da ETAR.

“Portanto neste momento não posso dizer mais do que isto, logo que haja essa ação da parte da APA, que é nos próximos dias, eu entrarei em contacto, com a vereação em especial, para dizer o que é que saiu dessa operação”, rematou Pedro Ferreira.

Licenciado em Ciências da Comunicação e mestre em Jornalismo. Natural de Praia do Ribatejo, Vila Nova da Barquinha, mas com raízes e ligações beirãs, adora a escrita e o jornalismo.

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