As Festas de Ponte de Sor começaram na quarta-feira para celebrar o que de melhor o concelho tem para oferecer mas também os 38 anos de elevação a cidade. Durante cinco dias, até 9 de julho, a zona ribeirinha é palco da mostra de artesanato, gastronomia representativa das freguesias do concelho, da Feira Agroflorestal e animação noturna.
A abertura oficial decorreu junto aos 65 expositores de artesanato, logo ao lado das sete tasquinhas das freguesias e ainda nove bares de apoio. Este ano com uma novidade: os artistas cabeças-de-cartaz realizam os seus espetáculos no novo Palco Cidade, na zona do choupal, e não no anfiteatro, como até aqui.
Habitual, e que este ano não fugiu à praxe, é a visita do executivo municipal aos 65 expositores da mostra de artesanato. As palavras que antecederam a visita estiveram a cargo do vice-presidente, Rogério Alves, que ao lado do presidente da Câmara Municipal de Ponte de Sor, Hugo Hilário (PS), e na presença do presidente da CCDR Alentejo, António Ceia da Silva, bem como de outras personalidades e entidades convidadas, agradeceu a participação de todos fazendo votos “de boas festas”.
VIDEO/HUGO HILÁRIO/PRESIDENTE CM PONTE DE SOR:
A cidade “é cada vez mais coesa, amiga das crianças, amiga do desporto, amiga da juventude, cidade autarquia solidária” sendo “este o caminho que pretendemos trilhar. Temos vários indicadores que comprovam que a cidade está no bom caminho e é um motor de desenvolvimento do Alto Alentejo”.
Quanto à Festa disse ter sido realizada “com bastante empenho e carinho” tendo o Município “investido bastante no cartaz […] um cartaz que deve orgulhar a cidade de Ponte de Sor”.
O Palco Cidade é uma das inovações deste ano para os concertos dos cabeças-de-cartaz das Festas da Cidade, que se vai situar junto às Piscinas Municipais Descobertas. Uma aposta “num palco diferente, um palco novo, para dar resposta a uma problemática que temos vindo a sentir nos últimos anos nas Festas: a exiguidade do nosso anfiteatro face ao número cada vez mais crescente de visitantes que queriam assistir aos concertos, sobretudo dos artistas principais”, explicou Rogério Alves. Uma “experiência ousada que esperamos que o público receba de boa vontade”, acrescentou.

Trata-se de um evento organizado pelo Município no sentido de divulgar a cultura, a gastronomia e também o tecido empresarial e agrícola do concelho, nomeadamente através da Feira Agroflorestal promovida pela Aflosor também com o objetivo de promover o território. A cerimónia de inauguração ficou marcada também pela atuação do Quarteto Tónica.
Nos cinco dias de Festa, o presidente da Câmara espera a também habitual “alegria e confraternização” onde igualmente “se possa celebrar aquilo que têm sido as conquistas dos últimos tempos no concelho”.
Hugo Hilário fez notar que o modelo das Festas da Cidade “tem sido muito semelhante ao longo destes últimos anos porque nunca quisemos fugir daquela que é a nossa intenção, de ter alguns grupos mais conhecidos, alguns artistas que atraiam mais gente, mas nunca prescindimos de envolver connosco as nossas associações, a nossa orquestra, as nossas bandas filarmónicas, os grupos de dança”.

Justifica esta opção do executivo municipal porque as Festas da Cidade de Ponte de Sor “não é um festival de música, não é um festival da juventude, as nossas Festas da Cidade são: festejamos a elevação de Ponte de Sor a cidade e portanto as nossas associações também merecem, neste dias que são especiais para todos nós, poder mostrar à nossa população aquilo que durante todo o ano levam daqui para outras paragens. Obviamente que isso para nós é importante e fundamental”, frisou.
Em 2023, “até porque tem sido prática, nos últimos anos, a evolução dos cartazes das várias festas das proximidades, no nosso Alto Alentejo, sentimos sempre uma pressão natural e normal por parte da população em não termos só dois ou três dias de festas com artistas mais conhecidos. Entendemos que podíamos ter alguma margem para melhorar não desvirtuando aquela que é a essência, o propósito de celebrar as nossas festas”.
Dessa forma o Executivo municipal entendeu “criar uma localização diferente para aqueles espetáculos que supostamente, quase de certeza, terão mais assistência, mas preservar as tradições como a feira de artesanato, como os stands de gastronomia, como a nossa feira agroflorestal. Podendo dar oportunidade a todas as nossas associações poderem participar em todas as nossas atividades”, afirmou ainda o presidente.

Para Hugo Hilário, celebrar 38 anos “é importante enquanto cidade mas mais importante é sentir-nos reconhecidos pelas conquistas que esta cidade tem tido nos últimos tempos, quer do ponto de vista socioeconómico, quer do ponto de vista da capacidade das suas infraestruturas, em receber novos projetos, novas gentes , novas dinâmicas, novas iniciativas, quer também na coesão que foi criada em torno de uma rede social e cultural que hoje nos dá a garantia que quando é preciso reagir, quando é preciso estar presente, as nossas associações, sejam elas de que cariz forem, dizem sempre sim. E as Festas da Cidade são reveladoras disso mesmo”, notou.
Desta forma, o certame abriu portas com a inauguração da Mostra de Artesanato e Produtos Regionais. O público infantil pôde ainda apreciar o concerto musical Festival Kiitos, seguido do espetáculo Move.Sor, composto pelos diversos grupos de dança do concelho de Ponte de Sor, no anfiteatro da zona ribeirinha.
Na quinta-feira, dia 6 de julho, as honras musicais estiveram a cargo da Escola de Música de Montargil, numa noite que contou com um concerto da cantora Bárbara Bandeira, no Palco Cidade.

Esta sexta-feira é a vez da cantora Marisa Liz, uma das mais aclamadas artistas portuguesas, subir ao palco Cidade de Ponte de Sor, sendo antecedida pela Banda da Sociedade Filarmónica Galveense. A noite fecha com a atuação do DJ Joseph.
No sábado, 8 de julho, Dia da Cidade, as atuações começam pelas 21h00, com os Tuto Tul, espetáculo de Artes de Rua, seguido da atuação da Orquestra Ligeira da Câmara Municipal de Ponte de Sor. Pelas 23h00, sobe ao Palco Cidade o cantor e músico luso-angolano, Ivandro. Os Dj’s Francisco Gil e Diogo Silva fecham a animação musical desta noite.
No último dia das Festas da Cidade, domingo, dia 9, decorrerá o Encontro de Coros, no Teatro Cinema, a inauguração do Núcleo do Museu Municipal no Moinho da Zona Ribeirinha e as atuações da Orquestra de Harmónicas e de Mica Paprika. O concerto da cantora Nena, pelas 23h00, encerra as comemorações de Ponte de Sor a Cidade.
Além das propostas culturais, da mostra de artesanato e da programação musical, o visitante pode apreciar os petiscos do concelho de Ponte de Sor nas sete tasquinhas das freguesias representadas no recinto das festas.
Paralelamente ao evento, decorrerá também na zona ribeirinha a 9ª edição da Feira Agroflorestal, uma organização da Aflosor, que contará com vários expositores, tasquinhas e momentos musicais. Outro atrativo é o Festival de Artes de Rua Bolota, que vai trazer animação às ruas da cidade durante dois dias.

O ambiente voltou a não ser esquecido e mais uma vez as Festas da Cidade contam com uma componente de preservação ambiental, com as Festas em modo “ecoevento”.
Nesse sentido, encontram-se distribuídos pelo recinto da zona ribeirinha contentores para a separação de resíduos e também painéis informativos de sensibilização. O ‘ecocopo’ continua a ser uma realidade no sentido de incentivar a reutilização.
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Os espetáculos das Festas da Cidade de Ponte de Sor têm entrada gratuita.


































