O presidente da Federação Distrital de Santarém do PS, Hugo Costa, considerou que os resultados do Chega nas eleições legislativas de domingo, no distrito e a nível nacional, merecem “uma reflexão por parte de todos os partidos políticos”. A grande surpresa da noite eleitoral no distrito, em linha com os resultados nacionais, foi o Chega, que ultrapassou os 23% de votos e conseguiu eleger três deputados (mais dois que em 2022), o mesmo número de representantes que PS (que perdeu dois deputados) e AD.
“Temos de perceber porque nós, partidos, e não apenas o PS em particular, não estamos a conseguir dar resposta, até porque o Chega, no caso específico de Santarém, é a segunda força política em alguns concelhos”, afirmou Hugo Costa, em declarações à Lusa.
Hugo Costa, que estava em segundo lugar na lista do PS ao círculo eleitoral de Santarém, atrás da antiga ministra Alexandra Leitão, destacou ainda que os socialistas devem olhar “com muita atenção” para os concelhos que perderam para o Chega (Benavente e Salvaterra de Magos) e tentar perceber “por que razão as pessoas estão desesperadas e votam em partidos extremistas”.
O PS venceu as eleições de domingo no distrito de Santarém com uma margem mínima de 0,5 pontos percentuais sobre a Aliança Democrática (AD, que junta PSD, CDS-PP e PPM), obtendo 27,85% contra 27,28%, respetivamente.
Os socialistas, que em 2022 saíram vitoriosos em 20 dos 21 concelhos do distrito, perderam no domingo cinco concelhos para a AD e dois para o Chega, registando uma queda de 13% relativamente às eleições de 2022.
De qualquer forma, Hugo Costa considerou que os socialistas alcançaram “um bom resultado” no distrito de Santarém, salientando que é primeira vez” que o PS vence no distrito, não vencendo a nível nacional.
Apesar de o partido ter perdido dois deputados, passando de cinco para três, o socialista insistiu que “uma vitória é uma vitória” e que, “atendendo ao resultado nacional”, a prestação do PS em Santarém foi positiva.
Também em declarações à Lusa, João Moura, presidente da Federação Distrital de Santarém do PSD e que foi eleito deputado no domingo nas listas da AD, considerou, por outro lado, que os resultados das legislativas “demonstram que os portugueses não querem mais o Partido Socialista à frente dos destinos do país”.
Em Santarém, acrescentou, os resultados são também “um valente cartão amarelo à governação do PS” que, nos últimos anos, deixou o distrito “cheio de desinvestimento”.
João Moura deixou ainda críticas à Comissão Nacional de Eleições, referindo que a confusão entre a AD e o partido ADN (Alternativa Democrática Nacional) foi “particularmente grave no distrito de Santarém”, uma vez que “as duas siglas estavam imediatamente uma a seguir à outra”, havendo “exemplos práticos e concretos de pessoas que se enganaram”.
Por sua vez, o cabeça de lista do Chega por Santarém, Pedro Frazão, atribuiu a eleição de três deputados no distrito “às bandeiras políticas na defesa das tradições, da agricultura e da família”, que são temas que “tocam bastante no coração das pessoas”.
O Chega consolidou a sua posição como a terceira força politica na região ao conseguir 23,32% dos votos, um aumento de 12 pontos percentuais face ao valor registado nas eleições legislativas de 2022.
Também em declarações à Lusa, Pedro Frazão, que é vereador da Câmara Municipal de Santarém, considerou ainda que os resultados positivos do Chega nas eleições de domingo, inclusive no distrito de Santarém, devem-se igualmente à transferência de votos dos abstencionistas para o partido.
“Esta mobilização está relacionada com o fenómeno do Chega e com a nova frescura política de André Ventura [líder do partido] em Portugal”, acrescentou.
A AD conseguiu 79 deputados na Assembleia da República, nas eleições legislativas de domingo, contra 77 do PS (28,66%), seguindo-se o Chega com 48 deputados eleitos (18,06%).
A IL, com oito lugares, o BE, com cinco, e o PAN, com um, mantiveram o número de deputados. O Livre passou de um para quatro eleitos enquanto a CDU perdeu dois lugares e ficou com quatro deputados.
Estão ainda por apurar os quatro lugares da emigração na Assembleia da República, que o PS ganhou em 2022, com três mandatos.
c/LUSA

Não tem policiamento quase nenhum, quando ocorrem crimes raramente ou nunca os criminosos são retirados de circulação até estarem realmente aptos a reintegrar a sociedade e ser útil na mesma, estão a deixar o país ser invadido por estrangeiros que agora estão por todo o lado.
Estão aí alguns dos motivos, que fazem parte do núcleo da filosofia socialista e que por isso não poderão de modo algum mudar… outros não estão acorrentados nessa ideia, e mesmo tendo ideias péssimas, essas referidas acima não parecem fazer parte da filosofia.
Quando os ditos moderados não metem travão no desequilíbrio a tendência é para um reequilíbrio mais cedo ou mais tarde, passando sempre ou por algum tipo de ditadura para impor a visão contrária à vontade do povo pela força, ou uma ditadura para impor a vontade do povo pela força contra gente ferozmente apegada a certa filosofia… e depois claro impõem outras coisas péssimas que acabam prejudicando toda a gente à mesma… os motivos porque destroem a sociedade são diferentes, mas no núcleo está a falta de sólido conhecimento espiritual com o bom uso do intelecto do cérebro e intuição do espírito.
Quando vai mudar? Vai mudar pela força, como sempre, ainda que desta vez a coisa se vá impor de outra maneira e mais prolongada no tempo… e não vai passar por eleições ou vontades políticas, que seria o mais desejável, mas absolutamente impossível de se concretizar por essa via, o povo não sabe sequer o que deve querer, e isso é parte do motivo pelo qual a maneira como se vai impor seja diferente.