A grande surpresa da noite no distrito de Santarém, em linha com os resultados nacionais, foi o Chega, que ultrapassou os 23% de votos e conseguiu assim eleger três deputados, tal como o mediotejo.net indicou com base nas projeções das 20h00 – o mesmo número de representantes que PS e AD.

Assim, os deputados eleitos pelo distrito de Santarém nas Legislativas de 2024 são:
PS Alexandra Leitão, Hugo Costa e Mara Lagriminha
AD Eduardo Oliveira e Sousa, João Moura e Isaura Morais
Chega Pedro Frazão, Pedro Correia e Luísa Areosa

O Chega venceu as eleições em dois concelhos do distrito (Benavente e Salvaterra de Magos) e também em várias freguesias – no caso do Médio Tejo, conquistou a preferência dos eleitores na freguesia de Constância e de Nossa Senhora de Fátima, no Entroncamento.
O partido de André Ventura ficou também em segundo lugar em vários concelhos do Médio Tejo, como Abrantes, Constância, Ourém e Vila Nova da Barquinha.
Resultados finais / concelhos do Médio Tejo
E agora, Professor Marcelo?
A nível nacional, foi necessário acompanhar a contagem dos votos até bem depois da 01h da manhã para poder determinar com alguma segurança a vitória da AD. Quando faltava apurar apenas uma freguesia – a de Algueirão-Mem Martins, em Sintra – PS e AD mantinham um empate percentual de 28,67%.

A AD acabaria por terminar com menos 0,3% do que o PS mas juntou às suas contas mais dois deputados pelo círculo da Madeira, onde o PSD não concorreu em coligação. Faltam ainda distribuir os 4 deputados do círculo da emigração, mas esses nunca foram alguma vez todos atribuídos ao PS, sendo previsível a eleição de 1 a 2 deputados – pelo que a vitória, ainda que por uma margem muito curta, ficou garantida para a AD.

O partido mais votado deverá agora ser convidado pelo Presidente da República a formar governo. Luís Montenegro, após o discurso da vitória, reafirmou aos jornalistas que iria manter a sua promessa de campanha, recusando aliar-se ao Chega para garantir a governação com maioria absoluta.
Mas, com mais de um milhão de votos – e aumentando o grupo parlamentar de 12 para 50 deputados – o líder do Chega deixou também claro que quer ter uma palavra a dizer sobre a governação do país.
Por seu lado, Pedro Nuno Santos colocou imediatamente de parte a possibilidade de criar alianças alternativas para governar, anunciando que o papel do PS será agora na oposição.
O que poderá a AD fazer com a vitória mais curta de sempre na democracia portuguesa, só o tempo o dirá. Mas o jornal Expresso adianta que, nos bastidores, todos os partidos começaram já a preparar-se para a possibilidade de novas eleições.
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Patricia! Li por acaso o seu artigo, no crer e gostar no q acredita . Subentendi alguma modéstia acrescida de grandiosidade e vivência apaixonada por algo e experimental. Sou do Concelho e por cá me rodeio, perneio, e funciono.
Acredite… E nunca substime seu “EU”
A minha RÁDIO????
O jornalismo é “obreiro” requer arte, saber,investigacao e conhecimento…
Parabéns!