As farmácias voltam a fazer testes gratuitos à covid-19, desde que sejam prescritos, uma medida do Ministério da Saúde publicada em Diário da República esta segunda-feira, 23 de maio, perante a elevada incidência de infeções com o coronavírus SARS-CoV-2 que volta a registar-se no país.
Na região do Médio Tejo o número de novos casos saiu 25% na última semana e Portugal é agora o país com maior incidência em toda a União Europeia. O país está agora com uma média diária de 30 mil novas infeções, e poderá chegar às 60 mil nas próximas duas semanas, segundo o relatório de monitorização da situação epidemiológica da Direção-Geral da Saúde (DGS), divulgado na passada sexta-feira.
Os testes rápidos de antigénio (TRAg) de uso profissional serão gratuitos até ao final de junho, nos casos que tenham sido prescritos pelo Serviço Nacional de Saúde, ao contrário do anterior regime que terminou no final de abril, que previa a comparticipação à generalidade da população.
Segundo uma portaria assinada pelo secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Lacerda Sales, que fixou o regime especial de preços máximos para efeitos de comparticipação, o valor máximo da realização dos TRAg de uso profissional não pode exceder os 10 euros.
Neste momento, apenas era possível fazer testes prescritos e comparticipados a 100% nos laboratórios com acordo com o Serviço Nacional de Saúde, possibilidade que volta agora a ser alargada às farmácias comunitárias.
A presidente Associação Nacional de Farmácias (AMF) considerou “bastante positiva” a comparticipação dos testes prescritos à covid-19, salientando ser uma “excelente forma” de as farmácias “ajudarem a reduzir a pressão” sobre as urgências hospitalares e centros de saúde.
De acordo com Ema Paulino, na segunda-feira esta medida estava ainda a ser operacionalizada a nível técnico com os serviços do Ministério da Saúde, uma vez que nesta nova modalidade as farmácias necessitam de ter acesso à prescrição para depois fazer a respetiva comparticipação ao utente.
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