Teste de antigénio para detectar infecção pelo SARS-CoV-2 Créditos: Unsplash

As farmácias voltam a fazer testes gratuitos à covid-19, desde que sejam prescritos, uma medida do Ministério da Saúde publicada em Diário da República esta segunda-feira, 23 de maio, perante a elevada incidência de infeções com o coronavírus SARS-CoV-2 que volta a registar-se no país.

Na região do Médio Tejo o número de novos casos saiu 25% na última semana e Portugal é agora o país com maior incidência em toda a União Europeia. O país está agora com uma média diária de 30 mil novas infeções, e poderá chegar às 60 mil nas próximas duas semanas, segundo o relatório de monitorização da situação epidemiológica da Direção-Geral da Saúde (DGS), divulgado na passada sexta-feira.

Os testes rápidos de antigénio (TRAg) de uso profissional serão gratuitos até ao final de junho, nos casos que tenham sido prescritos pelo Serviço Nacional de Saúde, ao contrário do anterior regime que terminou no final de abril, que previa a comparticipação à generalidade da população.

Segundo uma portaria assinada pelo secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Lacerda Sales, que fixou o regime especial de preços máximos para efeitos de comparticipação, o valor máximo da realização dos TRAg de uso profissional não pode exceder os 10 euros.

Neste momento, apenas era possível fazer testes prescritos e comparticipados a 100% nos laboratórios com acordo com o Serviço Nacional de Saúde, possibilidade que volta agora a ser alargada às farmácias comunitárias.

A presidente Associação Nacional de Farmácias (AMF) considerou “bastante positiva” a comparticipação dos testes prescritos à covid-19, salientando ser uma “excelente forma” de as farmácias “ajudarem a reduzir a pressão” sobre as urgências hospitalares e centros de saúde.

De acordo com Ema Paulino, na segunda-feira esta medida estava ainda a ser operacionalizada a nível técnico com os serviços do Ministério da Saúde, uma vez que nesta nova modalidade as farmácias necessitam de ter acesso à prescrição para depois fazer a respetiva comparticipação ao utente.

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Patrícia Fonseca

Sou diretora do jornal mediotejo.net e da revista Ponto, e diretora editorial da Médio Tejo Edições / Origami Livros. Sou jornalista profissional desde 1995 e tenho a felicidade de ter corrido mundo a fazer o que mais gosto, testemunhando momentos cruciais da história mundial. Fui grande-repórter da revista Visão e algumas da reportagens que escrevi foram premiadas a nível nacional e internacional. Mas a maior recompensa desta profissão será sempre a promessa contida em cada texto: a possibilidade de questionar, inquietar, surpreender, emocionar e, quem sabe, fazer a diferença. Cresci no Tramagal, terra onde aprendi as primeiras letras e os valores da fraternidade e da liberdade. Mantenho-me apaixonada pelo processo de descoberta, investigação e escrita de uma boa história. Gosto de plantar árvores e flores, sou mãe a dobrar e escrevi quatro livros.

Agência Lusa

Agência de Notícias de Portugal

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