Tendo em conta a ocorrência de vários furtos de peças e acessórios na Fabrióleo ao longo dos últimos meses – ações que estarão na origem de derrames recorrentes desde que a fábrica foi encerrada – o local vai passar a estar sob vigilância 24 horas por dia, deu conta João Trindade (PS), vereador da Câmara Municipal de Torres Novas, na última reunião camarária de 13 de julho.
“A Fabrióleo tem sofrido nos últimos meses um conjunto de pequenos derrames associados, ou pelo menos com claros indícios da existência de furtos de acessórios, tubagens, peças metálicas no interior da Fabrióleo, o que leva com que, ao cortarem tubagens, essa água depois siga para os terrenos e nesta semana inclusive para a linha de água”, começou por explicar o vereador com o pelouro do Ambiente.
O autarca deu conta de algumas situações como a que ocorreu no dia 3 de julho, em que ocorreu um derrame na parte superior dos depósitos verticais, que estão na parte superior da fábrica, pelo que foi necessária uma pronta intervenção, tendo o administrador de insolvência, a pedido do município, contratado uma empresa que fez a aspiração de parte dos efluentes, explicou João Trindade, acrescentando que os serviços do município colocaram barreiras para absorção caso o episódio volte a acontecer, de modo a “pelo menos minimizarmos a situação”.
Contudo, a situação “foi bem pior” na passada segunda-feira, disse, uma vez que os furtos desta vez terão ocorrido na parte inferior da fábrica, tendo escorrido uma quantidade significativa para a linha de água, onde foi posteriormente colocada uma barreira, a jusante da Fabrióleo, feita com pó de pedra. Assim, “se voltar a acontecer uma situação destas, conseguimos conter ali o efluente e não seguir para jusante”, explicou o edil.
“Temos pressionado muito o administrador de insolvência para ter segurança no local, e também pedido à GNR o que possa fazer de vigilância. A partir de hoje, de acordo com o administrador de insolvência, a Fabrióleo vai passar a ter vigilância 24 horas por dia, esperemos que assim os furtos diminuam e que o risco que temos tido não volte a acontecer”, disse João Trindade na reunião de Câmara.
Em jeito de conclusão, o autarca explicou ainda que esta semana, através da APA (Agência Portuguesa do Ambiente), se ficou a saber que o orçamento para a remoção dos efluentes da parte da ETAR já foi encaminhado para o ministro do Ambiente, sobre quem recai agora a responsabilidade de aprovação.
“Esperemos, e vamos fazer certamente o nosso trabalho para que ele seja aprovado e tenhamos finalmente luz verde”, disse João Trindade, acrescentando que o município também tem pressionado o administrador de insolvência para que na parte de cima da fábrica seja feito o encaminhamento dos efluentes e “que assim consigamos, de uma vez por todas, terminar este processo da Fabrióleo. Esperemos realmente que o fim esteja perto”.

