Foto ilustrativa: DR

Palavra de origem germânica que significa barrote, onde assentavam os tectos das salas e espaços onde se bebia cerveja, vinho e fumava. Também, nesses espaços se podiam tomar refeições mais ou menos ligeiras. A palavra caiu em desuso, porém, onde persistiu, ganhou sentido pejorativo talvez porque no seu sentido lato correspondia a um cabaret – bebidas e fumos – o que correspondia a modos de vida mais vaporosos e menos trabalhosos.

Em Portugal, o termo estaminé, designava espaço onde se vendiam «secos e molhados» sem grandes preocupações no tocante a arrumo e apresentação, no qual se mostravam e vendiam trastes domésticos fora do prazo de validade.

Nos dias de hoje é raro ouvirmos a palavra estaminé e quando acontece vem ao de cima a depreciação, no entanto, como que a contrariar o acabado de referir, têm surgido pequenos «nichos» gastronómicos recuperadores do conceito de estaminé, obviamente sem fumos, por razões sanitárias. Outros tempos, outros estaminés!

PS. Nos anos 20 do século XX, cantava-se Maldita Cocaína…

Armando Fernandes

Armando Fernandes é um gastrónomo dedicado, estudioso das raízes culturais do que chega à nossa mesa. Já publicou vários livros sobre o tema e o seu "À Mesa em Mação", editado em 2014, ganhou o Prémio Internacional de Literatura Gastronómica ("Prix de la Littérature Gastronomique"), atribuído em Paris.
Escreve no mediotejo.net aos domingos

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