Espetáculo de dança “Nu Meio – Bailão” em Abrantes e Alcanena. Foto: joaomariano

“Nu Meio – Bailão”, um espetáculo de dança e humor, com criação e interpretação de Filipa Francisco e Bruno Cochat, vai ser apresentado no dia 30 de setembro na antiga escola primária de Gouxaria (Alcanena) e no dia 1 de outubro em Abrantes, no Parque Urbano de São Lourenço.

“Nu Meio” teve estreia absoluta em 1996 e, desde então, o casal Mila (Filipa Francisco) e Firmino (Bruno Cochat) têm-se apresentado em diversos pontos do país a espalhar a sua ironia e o seu humor. Esta versão que vai ser apresentada no sábado na antiga escola primária de Gouxaria (Alcanena), às 17h00, e no domingo em Abrantes, às 16h00, tem diálogos adaptados ao momento presente do país e aos próprios lugares, que incluem histórias de amor recolhidas junto de casais locais.

“Nu Meio” ironiza a relação de um casal tipicamente português que se refugia no fado e na maledicência. O homem, Firmino, demarca um território no meio do palco de onde as duas personagens não podem sair. A mulher, Mila, tenta obsessivamente trepar, agarrar, sufocar este “homem-montanha”. O diálogo entre as personagens é como uma novela, cheio de lugares-comuns, de palavras que explicam encontros e desencontros, de risos estridentes e de cânticos de igreja transformados em opereta. Donatello Brida acompanha ao acordeão o evoluir dos acontecimentos.

Os intérpretes usam, como base para os seus diálogos, acontecimentos recentes do país, do local e da ocasião em que “Nu Meio” se apresenta. Para complementar estes diálogos, recolhem histórias de amor no local onde se realiza o espetáculo, através de entrevistas a casais de diferentes gerações. O resultado é um espetáculo, que apesar de ter a mesma base estrutural, é sempre diferente em cada local de apresentação.

No final do espetáculo, de entrada livre, há um baile, abrilhantado pelo DJ António-Pedro aka Mister António, para o qual todos os espetadores estão convidados.

©joaomariano

“Nu Meio” estreou em 1996, a 29 de abril, Dia Mundial da Dança, na Culturgest, em Lisboa. Desde então tem sido apresentado por todo o país.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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