Apesar da derrapagem de cerca de três meses , dado que o prazo de execução apontava para a conclusão da obra a 15 de janeiro, eis que a Escola Octávio Duarte Ferreira, em Tramagal (Abrantes) reabriu esta terça-feira, 2 de abril, aos alunos, docentes e toda a comunidade escolar, informou o presidente da Câmara, Manuel Jorge Valamatos.
Após um investimento de cerca de 1 milhão de euros, ainda estão a ser concluídos trabalhos finais e outras intervenções ficaram na calha para o futuro, nomeadamente a requalificação do espaço desportivo, de lazer e de recreio, pretendendo a autarquia criar um campo de jogos sintético que, fora do tempo letivo, possa estar aberto à utilização pela população.
A informação foi confirmada no arranque da reunião de Câmara desta terça-feira, dia 2 de abril, onde o autarca referiu que a escola reabriu ao início da manhã após a obra de requalificação da Escola EB 2/3 Octávio Duarte Ferreira, em Tramagal, que contou com candidatura ao Portugal2020 e que ultrapassou 1 milhão de euros para requalificação e concluir a valorização do parque escolar do concelho.
Recordando a requalificação da Escola Básica de Alvega, o autarca disse que para fechar o ciclo faltava esta “tão urgente e importante intervenção” na escola de Tramagal.

“Conseguimos reabrir hoje a escola aos nossos alunos, à comunidade educativa, aos professores, a todos os agentes do processo educativo, aos auxiliares de ação educativa, mas sobretudo aos alunos”, frisou Manuel Jorge Valamatos.
O autarca aproveitou ainda para “pedir desculpa pelo tempo que demorou”, uma vez que as obras demoraram quase mais três meses do que o previsto, e adiantando que foram sendo realizadas intervenções no sentido de deixar a escola “o mais qualificada possível”.
“Continuaremos atentos, porque a obra não está totalmente fechada, um dos pavilhões continua com intervenções. Depois do fim das aulas, nas estruturas elétricas e outros mecanismos existirão nas próximas três semanas algumas ações. Queremos crer que daqui a três semanas vamos voltar a reunir com a direção da escola, com a Junta de Freguesia e a Associação de Pais para fazermos ponto de situação e perceber o que temos que corrigir para o início do próximo ano letivo”, assumiu.
O presidente de Câmara destacou ainda que existem outras duas intervenções importantes a fazer, com intuito de “melhorar toda a estrutura desportiva, de lazer e recreio, passando pela instalação de campo de relva sintética e que este possa ficar disponível para a comunidade fora do tempo letivo”, complementando a atividade do pavilhão desportivo municipal em Tramagal.
Segundo informação prestada pelo edil, também se pretende renovar pisos em algumas salas que ainda não foi permitido realizar durante esta intervenção.
João Gomes, vice-presidente da autarquia, também integrou a comitiva que visitou a escola nesta manhã, tendo referido que estão ainda em causa “algumas retificações e questões que não foram aceites por não estarem em condições ao abrigo do término da obra. Foi dado um prolongamento até final do mês para resolver todas as situações”.

Reforçou, a par do presidente de Câmara, o agradecimento a todos os envolvidos pelo “esforço” e todo o trabalho conjunto com trabalhadores da Câmara, dos diversos serviços, das auxiliares do Agrupamento de Escolas nº2, bem como das empresas envolvidas no processo.
O vereador destacou “o sorriso na cara das crianças”, por terem agora “um novo espaço, aberto, onde podem correr e que podem usufruir; um espaço novo onde se sentem bem”.
Também envolvida neste processo esteve a vereadora com o pelouro da Educação da CM Abrantes, Celeste Simão, que aproveitou a reunião de executivo camarário para deixar uma nota “pessoal”, tendo confidenciado que começou a sua vida profissional em 1987 na Escola de Tramagal, demonstrando um “carinho especial” por aquele estabelecimento escolar. A vereadora optou depois por relevar a estratégia educativa delineada para o concelho pelo executivo socialista.
“A concretização desta obra é a concretização do que estava previsto na Carta Educativa do nosso concelho, que prova que temos uma estratégia educativa para o concelho. Já não falo do Projeto Educativo Municipal, porque é mais uma questão de operacionalização de conteúdos e matérias, mas a Carta Educativa no que tem a ver com o planeamento estratégico daquilo que os sucessivos governos socialistas autárquicos têm previsto. Só mostra que temos uma estratégia planeada e que estamos a concretizar aquilo que estava previsto”, sublinhou Celeste Simão.
Recorde-se que a obra de requalificação da Escola Básica e Secundária Octávio Duarte Ferreira, em Tramagal, começou a avançar no verão passado, em meados de julho. A empreitada ronda um investimento de um milhão de euros e tinha inicialmente um prazo previsto de execução de 180 dias.
As obras de requalificação da escola de Tramagal eram há muito ansiadas pelos alunos e docentes, encarregados de educação e restante comunidade, sendo um estabelecimento escolar com cerca de quarenta anos de existência.
Em causa está um investimento total de 955.590,86 euros, acrescido de IVA para a empreitada de requalificação, contando com apoio de fundos comunitários de 85%, correspondente a um valor de 633.842,77 euros, no âmbito do Fundo Europeu para o Desenvolvimento Regional (FEDER), no seguimento da candidatura aprovada, cabendo ao Município de Abrantes um investimento que ascende a 300 mil euros, conforme indicação da autarquia.
A empreitada adjudicada à empresa Monthause, Unipessoal, Lda, tinha um prazo previsto de execução de 180 dias – que resvalaram para mais cerca de três meses -, sendo que a obra incidiu na requalificação e modernização da Escola Básica e Secundária de Tramagal, prevendo-se a requalificação de 11 salas de aula, 16 salas de atividades, três laboratórios, um auditório, uma sala de professores, a biblioteca, copa, duas cozinhas e dois refeitórios.

O projeto englobava também trabalhos “nos quatro blocos da escola que apresentam, na generalidade, sinais de degradação física e diversas anomalias construtivas ao nível das platibandas, pavimentos, caixilharias e pinturas, bem como as coberturas com fibras de amianto, infraestruturas degradadas, desadequadas, insuficientes e inexistentes e, ainda, condições de acessibilidade para pessoas com mobilidade condicionada insuficientes e adequadas, que obrigam a trabalhos de reabilitação de modo a melhorar os níveis de qualidade, conforto e segurança para os seus utilizadores”, conforme informação da autarquia.





