Cidade do Entroncamento. Foto ilustrativa: DR

É uma das medidas mais reivindicadas pelos partidos políticos do concelho (PSD, CDS e Chega) para diminuir a insegurança sentida na cidade e cujos primeiros passos estão já a ser dados pela autarquia. A implementação de um sistema de videovigilância no Entroncamento está a ser analisada e o presidente do Município admite que fará sentido avançar “em mais do que em um local” e não apenas onde inicialmente foi apontada a instalação, no túnel debaixo da passagem férrea.

“Não era o modelo que eu defendesse totalmente mas reconheço virtudes e temos de ser pragmáticos e para fazer que se faça um modelo como deve ser”, assumiu na última reunião do executivo camarário o presidente da Câmara do Entroncamento, Jorge Faria, referindo-se à implantação de um sistema de videovigilância na cidade.

Dando conta de que no passado dia 14 de março a autarquia, representada pelo vereador Carlos Amaro, esteve presente numa reunião em Leiria sobre o procedimento de colocação destas câmaras de videovigilância no espaço público (uma vez que Leiria é um dos municípios que já dispõe deste sistema), Jorge Faria admite que este é um processo no qual o município do Entroncamento tem vindo a trabalhar.

“Visitámos Leiria porque já instalou um primeiro conjunto de câmaras de videovigilância e está a desenvolver um novo projeto para ampliar. Foi-nos transmitido que é um processo que tem um conjunto de especificidades. Não será um processo fácil, fará sentido avançar em mais do que em um local, até por uma questão operativa”, adiantou.

Elucidando que terá de haver um espaço autónomo nas forças de polícia, ou no Entroncamento ou em Santarém, com “equipamento de servidores e computação e de vigilância”, o edil sublinha que não se justificará “por si só meter só num dos túneis”, ou seja, que o sistema será implementado em mais pontos da cidade.

No entanto, o autarca assume: “Não me estou a comprometer.” “O que eu percebi deste processo é que será contraproducente fazer um projeto só para duas câmaras porque a retaguarda que exige quer em meios técnicos quer em pessoal, não fazia sentido”, diz.

“Na próxima fase, vamos falar com o projetista para numa primeira fase avaliar o que se deve fazer”, deu conta o autarca, admitindo que “se for devidamente montado, [o sistema] poderá ser bastante eficaz”.

PSD E CHEGAM CONGRATULAM PASSOS DADOS PELA AUTARQUIA

Em reação a esta reunião na qual a autarquia entroncamentense marcou presença para se inteirar sobre o funcionamento dos sistemas de videovigilância, o vereador do Chega, Luis Forinho admitiu ficar “extremamente contente em saber que afinal não vamos ter neste projeto de videovigilância só para o túnel mas que vai ser um projeto maior, com mais câmaras”.

“Temos de continuar a trabalhar todos em conjunto para aumentar a segurança desta cidade”, disse ainda, mostrando-se expectante também com o arranque da nova esquadra da PSP ainda em 2022, conforme noticiado pelo mediotejo.net.

Já por parte do PSD, que em reuniões do executivo camarárias anteriores tinha reforçado a necessidade de o sistema de videovigilância não se cingir exclusivamente à questão do túnel debaixo da passagem férrea mas que fosse “mais abrangente e que sejam identificados os pontos que têm que sofrer essa videovigilância”, congratulou-se também com a novidade avançada esta terça-feira, 15 de março, em reunião de Câmara.

“Desde sempre, consideramos que atendendo às características que atualmente existem no nosso concelho, esta seria uma medida a aplicar atendendo à falta de meios disponíveis. Portanto, é muito interessante para nós terem-se começado a dar os primeiros passos decididamente nessa direção”, disse o vereador social-democrata Rui Madeira, que voltou a apelar ao presidente da autarquia para a realização de uma reunião entre os vereadores e o edil para debater as questões de segurança no concelho.

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Ana Rita Cristóvão

Abrantina com uma costela maçaense, rumou a Lisboa para se formar em Jornalismo. Foi aí que descobriu a rádio e a magia de contar histórias ao ouvido. Acredita que com mais compreensão, abraços e chocolate o mundo seria um lugar mais feliz.

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1 Comentário

  1. Péssimo. Os políticos ficam contentes, é mais um meio para controlar a população, ao mesmo tempo que não fará nada pela segurança da população, pois a polícia não tem meios nem para monitorizar em tempo real quanto mais para actuar se por acaso detectassem alguma situação.

    E esperar que venham mais agentes quando eventualmente construirem uma nova esquadra, se algum dia a construírem, é uma esperança sem fundamento, porque o Entroncamento estará certamente no final da lista para onde enviarão agentes, sem falar que devido às especificidades da população da cidade, que poucos ou nenhuns se voluntariam para vir trabalhar para o concelho.

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