Foto: Facebook Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Entroncamento/Fábio Leitão

O presidente da Câmara Municipal do Entroncamento, Jorge Faria (PS), aproveitou a última reunião camarária para dar conta do incêndio que deflagrou no concelho no dia 18 de setembro (domingo) e em que “uma primeira conclusão que se tira” é que este não teve origem em causas naturais, garantiu. Na mesma reunião, o autarca deu ainda nota de que o tribunal arquivou a queixa que a autarquia tinha feito da firma Hidrobetão.

Tendo deflagrado na zona do Bonito, este que é o segundo incêndio no concelho – sendo que nenhum teve grande expressão – não teve origens naturais: “é logo uma primeira conclusão que se tira, porque este incêndio iniciou-se em três locais diferentes ainda com alguma distância entre si e portanto tudo indica que terá sido em resultado de intervenção criminosa que deu origem a este incêndio”, disse Jorge Faria.

“Felizmente houve uma concentração imediata de meios que ultrapassaram os 70 operacionais, de um conjunto de corporações (…) apoiados também por um helicóptero e por isso esta intervenção foi rápida e muito eficaz e felizmente não há grandes prejuízos a registar deste incêndio”, deu ainda conta o autarca, deixando uma nota de agradecimento aos profissionais de todas as corporações envolvidas “que acudiram de imediato a este incidente”.

No total estiveram no local 82 operacionais e 23 veículos, apoiados por um helicóptero, sendo que além dos bombeiros do Entroncamento, também estiveram presentes os de Vila Nova da Barquina, Torres Novas, Golegã, Chamusca, Constância, Tomar, Alcanena, Minde, Sardoal, Afocelca (Caima), bem como elementos da UEPS (Unidade de Emergência de Proteção e Socorro) da GNR, PSP e Polícia Judiciária.

O líder do município entroncamentense deu também a conhecer a decisão do tribunal face à queixa da autarquia relativamente ao desrespeito a uma ordem de encerramento à firma Hidrobetão, a qual passou pelo arquivar da queixa, tendo em conta que estão a decorrer processos de outra natureza, sem estarem concluídos.

“O que é relevante para nós é que de facto aquela estrutura já não está lá a funcionar e que gradualmente as coisas estão a ser resolvidas”, disse Jorge Faria.

O vereador Rui Gonçalves (PSD) interveio sobre esta matéria, afirmando que “infelizmente isto é a triste cara da justiça em Portugal. Isto vai para o tribunal administrativo, vamos ver efetivamente quando é que isto tem provimento, esperemos que seja curto mas não deve ser”.

Rafael Ascensão

Licenciado em Ciências da Comunicação e mestre em Jornalismo. Natural de Praia do Ribatejo, Vila Nova da Barquinha, mas com raízes e ligações beirãs, adora a escrita e o jornalismo.

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