Num processo que se desenrola há largo tempo, a atividade ilegal da Hidrobetão, na Rua José Gomes Ferreira, no Entroncamento, foi levada aos órgãos autárquicos por diversas vezes durante o ano de 2021, devido aos “pesados incómodos” para os moradores da zona com “ruídos e vibrações provocadas por violentas pancadas de martelos” resultantes da atividade da empresa.
A laboração da empresa Hidrobetão nos antigos estaleiros da firma Silvério & Melro de forma não licenciada levou a autarquia entroncamentense no último ano a tomar várias posições, desde a deliberação do encerramento da atividade em abril (que foi contestada pela empresa em audiência prévia), à efetiva colocação de placa de encerramento da atividade junto aos estaleiros em agosto (com a empresa a impugnar o ato administrativo contra a autarquia, continuando a laborar).
Perante o braço de ferro entre as duas entidades, e com dois processos de contraordenação contra a empresa, um deles por desobediência, a decorrer, no final de 2021, o Município deu um prazo de 30 dias para que a empresa iniciasse o processo de legalização urbanística, com o aviso de que se tal não acontecesse a empresa seria notificada para a demolição do edificado, com 15 dias para pronúncia por parte da empresa em sede de audiência prévia.
Já recentemente, na reunião do executivo camarário de 19 de abril, o presidente da Câmara Municipal, Jorge Faria, fez um breve ponto de situação quanto a este assunto, dando conta de que a 18 de abril recebeu o responsável da Hidrobetão, ocasião na qual comunicou “que a empresa já tinha cessado a laboração nas instalações do Entroncamento”.
O mesmo responsável ficou ainda de “enviar a documentação comprovativa para se proceder em conformidade”, disse ainda Jorge Faria.
Recorde-se que a empresa Hidrobetão foi recentemente uma das empresas candidatas a um dos lotes do novo Parque Empresarial do Entroncamento, tendo-lhe sido atribuído um desses lotes em hasta pública.
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