Em vez da compra de cinco autocarros elétricos (três de 23 lugares e dois autocarros de 52 lugares), como já havia sido deliberado camarariamente, a Câmara do Entroncamento optou antes pela aquisição de quatro autocarros Karsan E-Atak de 52 lugares, diminuindo o investimento financiado por fundos comunitários de 2,89 para 1,994 milhões.
Jorge Faria (PS), presidente do município do Entroncamento, explicou na reunião de Câmara de 19 de julho, onde foi ratificada esta decisão, que o executivo tinha previamente deliberado a aquisição de um conjunto de cinco autocarros elétricos, mas que ainda não tinha tido oportunidade de avaliar devidamente os veículos, uma vez que ainda não existiam os autocarros.
O autarca afirmou que sempre existiram “grandes reservas” relativamente aos autocarros mais pequenos, precisamente por serem demasiado pequenos, mas, “sobretudo, porque só dispunham de três lugares ao nível da plataforma de acesso, pelo que para se aceder ao resto dos lugares se tinha de subir escadas, algo que “não é a nosso ver aconselhável para o nosso público que são essencialmente utilizadores [compostos por] pessoas idosas e miúdos”.
Assim sendo, depois de uma avaliação, o executivo concluiu que seria “preferível” adquirir apenas quatro autocarros de 52 lugares (em vez de comprar três autocarros de 23 lugares mais dois de 52 lugares), até porque os autocarros de 52 lugares (23 sentados complementados por 29 de pé) “fazem o serviço para quando há mais gente e para quando há menos”.
Neste sentido, foi desencadeada uma reprogramação do processo, que permite “em termos globais”, uma redução do investimento, que passa de 2,89 milhões para1,994 milhões, disse Jorge Faria, que deu nota de que o investimento a suportar pelo município passa a ser maior.
O autarca afirmou, no entanto, que esta solução é “claramente preferível”, até porque embora se reduza o número de autocarros, a capacidade oferecida em termos de lugares aumenta em 22,35%, além de que “todos os outros indicadores de eficiência são melhorados”.
Outro “pormenor importante” sublinhado por Jorge Faria foi o de que agora já não é necessário lançar um concurso internacional para a aquisição dos autocarros, algo que “pelas suas caraterísticas é bastante moroso”, sendo que, com o evoluir deste processo, os autocarros passaram a estar incluídos no acordo quadro sendo possível fazer o procedimento por ajuste direto.
Tendo em conta a urgência do prazo – que tinha acabado no dia anterior – Jorge Faria tomou a decisão da aquisição dos quatro autocarros “ao abrigo da urgência”, autorizando a despesa de 1 milhão e 416 mil euros (+IVA), (a Câmara já tinha autorizado previamente um valor superior), pelo que solicitou aos elementos da vereação uma ratificação da sua decisão, a qual foi aprovada por unanimidade.
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