Estudo prévio da nova esquadra da PSP no Entroncamento. Foto: DR

Depois de Luís Forinho, vereador independente (ex-Chega), ter solicitado um ponto de situação sobre a futura nova esquadra da PSP, o presidente da Câmara Municipal do Entroncamento, Jorge Faria (PS) revelou que a autarquia aguarda a uma autorização final da Administração Interna, garantindo que da parte do município está tudo feito e afirmando não estar em causa “má vontade” mas sim “questões administrativas”.

“É um projeto que assumimos há algum tempo a esta parte, fizemos já todos os passos necessários e formais adequados, da nossa parte não falta fazer nada”, disse Jorge Faria, adiantando que os projetos de arquitetura de especialidade estão aprovados e que a autarquia se encontra a apenas a aguardar o envio do contrato interadministrativo por parte da Secretaria de Estado da Administração Interna, de modo a poder lançar a empreitada.

ÁUDIO | Jorge Faria (PS), presidente da Câmara Municipal do Entroncamento

Este contrato, segundo Jorge Faria, contempla a cedência de um terreno da Câmara à Administração Central – mais propriamente à Administração Interna – sendo que o mesmo já está escriturado em nome do município, pelo que, diz, “pode ser cedido hoje”. O autarca relembra que o financiamento da construção da nova esquadra – cujo projeto já está aprovado pelo município, pela Administração Interna e pela Direção Nacional da PSP – vai ser assegurado pela Secretaria de Estado da Administração Interna, num investimento de cerca de um milhão e meio de euros. A obra será depois lançada pela autarquia.

“E do outro lado há também uma grande compreensão”, afirmou Jorge Faria, que relembrou que inicialmente havia a dificuldade relacionada com a indefinição do Orçamento de Estado para 2022 (tendo em conta as eleições) e que agora, tendo em conta que o valor inicial da obra da esquadra foi ultrapassado, mas foi também aprovado pela Administração Interna, até em função de sugestões ao projeto por parte do ministério, e que está a procurar fazer uma avaliação da sua execução orçamental para reforçar esta verba.

“Ou seja, até agora não tenho qualquer informação que me leve a concluir de alguma má vontade relativamente ao processo, é mais uma questão administrativa. Isto às vezes demora mais tempo do que nós gostávamos”, concluiu o líder do município entroncamentense.

Rafael Ascensão

Licenciado em Ciências da Comunicação e mestre em Jornalismo. Natural de Praia do Ribatejo, Vila Nova da Barquinha, mas com raízes e ligações beirãs, adora a escrita e o jornalismo.

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1 Comentário

  1. Encerrar as instalações da PSP no Entroncamento e operar a partir de Torres Novas seria melhor porque permitia libertar os agentes de funções administrativas redundantes e colocar mais (talvez) 1 a 3 agentes nas ruas, são tão poucos agentes que até este número baixo faz diferença.

    Mas estes políticos só pensam em instalações, em vez de como meter mais agentes de polícia nas ruas.

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