O arguido Nelson Afonso à saída do Tribunal de Castelo Branco, no dia em que foi detido. Foi agora condenado a 25 anos de prisão. Foto arquivo: mediotejo.net

Um homem de 39 anos, engenheiro eletrotécnico e residente na Sertã, acusado de 16 crimes de incêndio florestal, um dos quais agravados, ocorridos entre 2017 e 2020 na zona de Castelo Branco, assumiu hoje em tribunal a autoria de 15 crimes.

Na primeira sessão de julgamento, que decorre no Tribunal Judicial da Comarca de Castelo Branco, o arguido assumiu perante o juiz a intenção de prestar declarações.

Nelson Afonso, em prisão preventiva desde julho de 2021, assumiu que os factos que constam na acusação do Ministério Público (MP) são “verdade integralmente”, exceto o incêndio registado em 22 de junho de 2017, sobre o qual afirmou “não se recordar”, embora tenha admitido conhecer o local onde aquele ocorreu.

O arguido manifestou ainda arrependimento pelos atos que praticou: “Estou arrependido pelos danos materiais e pessoais que fiz”.

Adiantou que, na altura em que foi preso, sentia “inquietude, ansiedade, insónias e vontade de ver fumo”.

O engenheiro eletrotécnico disse que estes sintomas melhoraram em novembro 2021, quando foi ao psiquiatra, já no Estabelecimento Prisional de Castelo Branco, onde estava detido a aguardar julgamento.

O advogado de defesa solicitou uma perícia médica ao arguido.

O Tribunal, considerando o teor das declarações do engenheiro eletrotécnico e, uma vez que o mesmo tem acompanhamento psicológico e psiquiátrico e está a receber terapêutica, solicitou que até à próxima sessão de julgamento sejam entregues os elementos clínicos relativos ao arguido, desde que este está a receber assistência clínica no Estabelecimento Prisional de Castelo Branco.

A próxima sessão está agendada para o dia 05 de maio.

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Agência de Notícias de Portugal

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