Manuel Pouseiro estava desaparecido desde o dia 6 de julho. Fotografia: DR

Foi encontrado ontem sem vida Manuel Pouseiro, de 78 anos e doente de Alzheimer, que estava desaparecido desde o dia 6 de julho, depois de ter saído sozinho do serviço de urgências do hospital de Torres Novas. O seu corpo foi encontrado por um grupo de familiares e amigos, nas imediações do hospital, confirmou ao mediotejo.net Isilda Neves, sobrinha do idoso.

“Estava a menos de 500 metros do hospital, num local visível”, garante, estranhando que as autoridades policiais não o tenham encontrado, quando comunicaram à família que estavam a ser realizadas buscas com cães e com drones. Foi o filho do idoso, que regressou de França, onde está emigrado, que organizou grupos de busca para tentar encontrar o pai, “depois de a polícia ter informado que as buscas oficiais seriam suspensas cinco dias depois do desaparecimento e que não havia expectativa de o encontrar com vida”, adiantou Isilda Neves.

Depois de encontrarem o seu corpo, na manhã deste domingo, os familiares chamaram a polícia e o cadáver foi transportado para o Hospital de Tomar, para ser autopsiado.

Manuel Pouseiro tinha sido transportado pelos bombeiros para o hospital de Torres Novas no dia 6 de julho, depois de se ter sentido mal e, apesar de terem sido dados três contactos diferentes de familiares, teve alta hospitalar às 18h00 desse mesmo dia, sem que houvesse qualquer comunicação à família.

O homem acabou por sair sozinho do hospital, como a polícia confirmou através de imagens de vídeovigilância, e desde então estava dado como desaparecido.

Notícia relacionada

Patrícia Fonseca

Sou diretora do jornal mediotejo.net e da revista Ponto, e diretora editorial da Médio Tejo Edições / Origami Livros. Sou jornalista profissional desde 1995 e tenho a felicidade de ter corrido mundo a fazer o que mais gosto, testemunhando momentos cruciais da história mundial. Fui grande-repórter da revista Visão e algumas da reportagens que escrevi foram premiadas a nível nacional e internacional. Mas a maior recompensa desta profissão será sempre a promessa contida em cada texto: a possibilidade de questionar, inquietar, surpreender, emocionar e, quem sabe, fazer a diferença. Cresci no Tramagal, terra onde aprendi as primeiras letras e os valores da fraternidade e da liberdade. Mantenho-me apaixonada pelo processo de descoberta, investigação e escrita de uma boa história. Gosto de plantar árvores e flores, sou mãe a dobrar e escrevi quatro livros.

Entre na conversa

1 Comentário

  1. Não havia ninguém que pudesse acompanhar o idoso ao hospital??? Ainda mais, porque era doente de Alzheimer e certamente que não tinha sentido de orientação para poder voltar para casa pelos seus próprios meios. Este desfecho era evitável se tivesse havido alguém que o acompanhasse ao hospital!…

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado.