Manuel Pouseiro, de 78 anos e doente de Alzheimer, continua desaparecido desde o dia 6 de julho, depois de ter saído sozinho do serviço de urgências do hospital de Torres Novas, reafirmou hoje a família, apelando a quaisquer informações que possam ser prestadas sobre o seu paradeiro.
No dia do desaparecimento vestia uma camisola azul, calças castanhas e um chapéu preto.
Isilda Neves, sobrinha do idoso, explica que este foi transportado pelos bombeiros para o hospital de Torres Novas depois de se ter sentido mal e, apesar de terem sido dados três contactos diferentes de familiares, o idoso teve alta hospitalar às 18h00 desse mesmo dia, sem que houvesse qualquer comunicação à família.
O homem acabou por sair sozinho do hospital, como a polícia confirmou através de imagens de vídeovigilância, e desde então não voltou a ser visto.
Só no dia seguinte, quando a família tentou obter informações sobre o estado de saúde de Manuel Pouseiro, é que o hospital deu conta do desaparecimento.
Questionado pela Lusa na semana passada, o Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT), que integra as unidades de Torres Novas, Tomar e Abrantes, indicou que o idoso “abandonou voluntariamente” o serviço de urgência. “Com a sua situação clínica estabilizada, o utente abandonou voluntariamente o serviço de urgência” da unidade de Torres Novas, “sem aviso a qualquer profissional de saúde, enquanto aguardava a alta médica na sala de espera”.
O CHMT notou que foi realizada “uma alta administrativa no final” do dia, como habitualmente acontece “nos casos de abandono voluntário do serviço de urgência por parte dos utentes”.
Segundo o Centro Hospitalar, o Serviço de Urgência da Unidade de Torres Novas prestou “assistência médica a este utente” ao início da tarde de quarta-feira, na sequência de “um conflito que alegadamente o envolveu”.
“Aquando da triagem, o utente apresentava todos os sinais vitais estáveis, sem quaisquer queixas ou dor” e, durante esta avaliação, “manteve-se consciente, colaborante e cognitivamente íntegro”, adiantou.
Já na observação médica, disse, “não houve nenhuma alteração e nem se registou evidência de alteração comportamental”.
O CHMT referiu que “apenas teve conhecimento do desaparecimento” do idoso após sinalização da família às autoridades, tendo colaborado com a investigação, e frisou que se mantém “cooperante para quaisquer diligências que sejam necessárias”, destacando que foram efetuadas voluntariamente “buscas em toda a Unidade de Torres Novas e perímetro exterior”.
A instituição hospitalar expressou ainda a sua “solidariedade à família neste momento de grande preocupação e ansiedade”.
