O vocábulo ementa (descrição dos pratos servidos num restaurante) data de 1718, no entanto, desde a prática de vender refeições, o proprietário apregoava o que existia nesse dia para servir. Anote-se que esta usança continua a ser utilizada em numerosos «sítios» onde se come.
Um restaurante lisboeta faz gala em soletrar as especialidades do dia, por seu turno o jornalista e poeta Fernando Assis Pacheco foi ao restaurante Artur em Carviçais (Moncorvo) pediu a ementa, o dono daquela casa de comidas respondeu-lhe: o Senhor vem aqui para comer ou para ler?
O rol dos pratos servidos enquanto conjunto chama-se lista, enquanto nas refeições de cerimónia pratica-se a afixação da lista na parede, a fim de o pessoal observar o andamento do serviço.
No tocante a ementas (possuo centenas) existem de vários géneros e enfeites artísticos, desde as pintadas em seda muito em voga em Paris nos finais do século XIX, até às instrutivas listas dicionário, passando por sofisticadas listas de datas célebres, ou de grandes aglomerações, lembro o almoço no cavalete (dorso) da ponte Vasco da Gama aquando da sua inauguração.
