Afirma o rifoneiro que «nem tudo o que reluz é ouro». O aforismo baseado na milenar experiência, como sempre não se engana, porém o reluz, brilha, relampeja à claridade diurna ou à Lua cheia especialmente nas noites límpidas dos meses de Janeiro e Agosto, dá grande encanto às peças dos mais variados géneros é um facto insofismável.
O mesmo voluptuoso encanto nos proporcionam as criações culinárias quando são habilmente pinceladas com uma coesa e bem doseada mistura de água ou leite com ovo batido.
O dourar uma ave assada no forno ou um prato de peixe cozido obriga a uma boa técnica na pincelagem, na área da pastelaria o pormenor é mais exigente como os pasteleiros bem sabem.
Se frequentarmos os museus de artes decorativas, podemos contemplar e aquilatar da minúcia dos criadores dos artistas – doceiros, pasteleiros e pintores –, que dedicaram estudo e tempo, muito tempo, às duas artes de embelezamento das suas criações porque «os olhos também comem».
