Privados de médico de família desde o início de abril, os cerca de 1.600 utentes da extensão de saúde de Santa Margarida da Coutada, em Constância, vão ter um médico alocado, a tempo parcial, a partir de terça-feira, dia 11 de abril, anunciou a autarquia. Não sendo a situação “ótima”, a resposta foi célere e “a possível” por parte do ACES Médio Tejo, refere a nota informativa.
A Câmara Municipal, numa publicação na sua página online, deu conta que, “na sequência dos contactos estabelecidos com a Diretora do ACES Médio Tejo”, Diana Leiria, “tomou conhecimento de que a partir da próxima terça-feira, 11 de abril, serão retomados os serviços médicos, às segundas e terças-feiras, no período da tarde”. A informação adianta que os serviços serão assegurados pela Dra. Júlia Rebelo.
“Não é a situação ótima, mas é a possível perante a atual realidade da falta de médicos”, pode ler-se na publicação da Câmara Municipal de Constância, presidida por Sérgio Oliveira (PS).
A freguesia já teve dois médicos a laborar, mas a reforma da única profissional que agora assegurava o serviço havia deixado a população sem consultas médicas na localidade, tendo os cerca de 1.600 utentes de se deslocar até à sede do concelho.

Ao nosso jornal, a ARSLVT confirmou que “no passado dia 01 de abril, a médica de família que se encontrava a trabalhar na Unidade Cuidados Saúde Personalizados (UCSP) de Constância, polo de Santa Margarida, passou à condição de aposentada”, informando que “cerca de 1.600 utentes deixaram de ter médico de família”.
Porém, a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo conta “ter, já na próxima semana, uma resposta local para estes utentes, de forma a minimizar a ausência de médico de família. Esta necessidade foi já evidenciada na proposta de abertura de vagas para o próximo concurso nacional de acesso à carreira médica que, esperamos, venha a ser aberto ainda este semestre”, informou a ARSLVT.
Notícia relacionada:
